sábado, 20 de outubro de 2012

Relatorio final do Estágio de Licenciatura em Filosofia


ADEMILSON MARQUES DE OLIVEIRA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA, DF
2011
 
 
ADEMILSON MARQUES DE OLIVEIRA
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO III
 
 
 
 
 
 
 
Relatório do Estágio Supervisionado III, apresentado à Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para aprovação na disciplina do Estágio Supervisionado III, ministrada pela professora Juliana Orionte.
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA, DF
2011
 
 
AGRADECIMENTOS
 
 
 
Agradeço à Deus por tudo o que tenho e o que sou. Agradeço aos meus familiares, especialmente meus pais. Agradeço aos professores pela sabedoria passada a cada dia em que estivemos juntos.
 
 
 


 
DEDICATÓRIA
 
 
 
 
Dedico este trabalho a todos que contribuíram de forma direta e indireta para o nosso sucesso.
 
 
 
 
Sumário
 
Descrição da prática docente..............................................................................6
Planejamento de aulas......................................................................................13
Conclusão..........................................................................................................48
Referência bibliográfica.....................................................................................50
 
 
 
Secretaria Estadual de Educação do Estado do Espírito Santo, SEDU-ES

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria Ortiz

 

Diretor: Alex Sandro Zorzal Vargas

Professor de Filosofia: Cláudio

Pedagoga: Emanuela

Descrição da Prática Docente

O meu estágio foi supervisionado pelo professor Cláudio que possui formação de Licenciatura em Filosofia, Bacharel em Administração e graduando em Matemática.

A instituição que nos acolheu pertence a rede pública do estado do Espírito Santo, Brasil, fica localizada na Rua Francisco Araújo, centro, Vitória, ES. Esta escola ministra aulas de Filosofia para os alunos do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. Sendo nos três turnos, ou seja, nos turnos: matutino, vespertino e noturno.

Iniciei minhas atividades no estágio supervisionado III em 06/09/2011. Nesta oportunidade refletimos sobre o evento do dia do folclore ocorrido na escola em 19/08/2011. Em 06, 09, 13, 15, 16, 19, 22, 23, 26 e 30 de setembro de 2011 desenvolvi as atividades de regência de classe conforme solicitação da disciplina de estágio supervisionado III.

Estas foram oportunidades de alta relevância para o início do exercício da prática docente. Não tive dificuldades para trabalhar com este público, pois já tinha um pouco de experiência de trabalho com adolescentes.  Neste período de convivência com esta população foi possível perceber que houve uma desmotivação por parte de alguns alunos. Talvez, seja devido às notas baixas que ocorreram no primeiro semestre.

Também observei que existe uma ausência significante de concentração dos alunos. Será que isto se dá devido a adolescência ser uma fase de descoberta de identidades e este processo é conflitante para os adolescentes? Será que é o fato de ser uma fase de inúmeras alterações: físicas, orgânicas e psicológicas e isso podem servir de fatores conflitantes? Ou é por que os adolescentes buscam descobrir quem eles são e o que eles querem na sociedade? Ou estas problemáticas estão ligadas às questões sociais que o cercam e o impedem a aquisição de sua identidade e isso atrapalha os seus rendimentos na escola, pois dificultam a concentração?

Para refletir sobre estas indagações, penso em estudar algumas obras de Erik Erikson, Spiegel, Áries, Horrocks, Piaget em busca de descobrir melhores formas de lidar com estas situações existentes.

Uns dos pontos importante são os recursos didáticos que a escola oferece ao corpo docente para o bom desempenho de suas funções, como: biblioteca, auditório, DVD, televisão, lousa, giz, caneta pincel para escrita em lousa, jornais, computadores, revistas, entre outros. 

Além disso, a escola possui salas de aulas arejadas, pátio para atividades de interação, laboratórios de informática, sistema de vídeos, cantinas, sala de professores, segurança privada e etc.

As salas de aula são bem iluminadas, apresentam estrutura física com condições de atender uma média de aproximadamente 45 alunos por sala. Porém, neste momento, estudam uma média de 32 alunos por sala. Os alunos ficam sentados em fileira.

Para o primeiro ano, neste trimestre foram abortados os temas de: igreja, símbolo, religião, sagrado, profano, mito, rito, sincretismo, fundamentalismo religioso, religiões indígenas, novos movimentos religiosos, religião afro-brasileira e religiosidade popular. Estes assuntos foram cobrados na avaliação trimestral.

Visando a participação dos alunos, foi proposto atividades no final de cada aula. Estas atividades serviriam como complementação da nota final no final do ano letivo.  A soma dos exercícios respondidos corretamente corresponde a 25 pontos. Com esta metodologia foi possível trabalhar com a participação dos alunos.

No segundo ano, tratou das temáticas referente as formas de governo como: monarquia, tirania, oligarquia, democracia, socialismo, patriotismo, capitalismo, anarquismo, sociedade, justiça, governo, cidade. Estes temas foram cobrados na avaliação.

No início de cada aula, foi proposto um resumo da matéria no final da aula valendo 0,5 pontos como incentivo a atenção e participação dos alunos. Deu certo.

E por fim, no terceiro ano foram abordados temas como determinismo, existencialismo, autenticidade, crises existenciais, liberdade, natureza humana, igualdade, capitalismo, entre outros. Para trabalhar estas questões foi utilizado o estudo dos filósofos: Heidegger, Sartre, Nietzche, Levinás.    Para esta série foi utilizado os mesmo mecanismos avaliativo para o primeiro e o terceiro ano.

É importante ressaltar que foi privilegiado as avaliações diagnóstica, somativa e formativa para todas as séries.

Os professores de Filosofia, Arte, Sociologia, Literatura, História e Geografia desenvolvem projetos de interdisciplinar, como planejamento de aulas voltado para a preparação o Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM. Este modelo deixou a escola entre as melhores escolas da rede pública do ES no último ENEM.

A experiência que observei e participei foi sobre o evento do folclore, que foi uma excelente atividade, onde, os alunos montaram oficinas sobre festas populares regionais, comidas típicas, danças entre outras. O interessante foi que eles pesquisaram o contexto histórico da cada apresentação. Isto possibilitou o enriquecimento do conhecimento de todos os que estavam presentes.  

Para trabalhar os assuntos, a escola disponibiliza estas obras:


ABBAGNADO, Nicola. Historia da Filosofia. 11v. Lisboa: Editoria Presença. (Publicados de 1996 a 2000).

 

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; Martins, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. São Paulo: Editora Moderna. 2005.

CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da Filosofia: Dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

_____________. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

REALE, Geovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990. 3 v.  

Estas são obras são relevantes para trabalhar como o ensino médio por que elas têm uma linguagem simples e objetiva e, portanto, proporciona uma boa leitura para os seus usuários.

Estes livros possibilitam aos alunos uma maneira diferente de olhar para o mundo e para si mesmo, representada pela reflexão filosófica. 

 A escola de Maria Ortiz utiliza o Plano Estratégico Nova Escola que é o resultado da concentração de esforços da equipe da Secretaria de Estado da Educação visando à construção de uma agenda de projetos e ações prioritárias para 2008-2011. Tendo como referências o “Plano de Desenvolvimento - Espírito Santo 2025”, as “Diretrizes Estratégicas 2007-2010 - Mais Oportunidades para os Capixabas”, o “Compromisso Todos Pela Educação” e o desejo de configuração de “Uma Nova Escola” para o Espírito Santo, o Plano foi elaborado entre os meses de junho de 2007 e janeiro de 2008.

 

O objetivo maior da proposta é o alcance de “escolas vivas”, com capacidade criativa e inovadora, modernas e atrativas, que na essência tenham como resultado de suas ações a aprendizagem dos alunos. Assim, atendendo aos anseios da sociedade, conduzam o Estado do Espírito Santo a níveis cada vez mais elevados de desenvolvimento, ao longo dos próximos anos.

 

Logo, a Escola Estadual de Ensino Médio Maria Ortiz, em conformidade com o direcionamento do programa do governo estadual, desta forma pensou e desenvolveu suas políticas educativas: “O que se tem deste Projeto Político Pedagógico é a Filosofia que foi construída com a participação dos funcionários do corpo docente, administrativos, e alunos da escola no ano de 2008 e com continuidade nos anos posteriores. Contudo essa Filosofia nem sempre é observada no cotidiano da escola”.

 

Este Projeto Político Pedagógico garante uma democracia quando diz em sua introdução que:

 

“O objetivo maior de se construir um Projeto Político Pedagógico é o de conquistar maior autonomia para a unidade escolar, desviando o eixo do planejamento educativo do nível central para o nível das escolas, possibilitando uma abertura para a realização de experiências inovadoras, ousadas e desafiadoras. O Projeto Político Pedagógico é um norteador da  ação pedagógica”,

 

Pois a autonomia é uma forma de participação efetiva.

A escola estadual de ensino médio Maria Ortiz tem sua filosofia fundamentada na transparência, no diálogo e no respeito  à diversidade cultural e ideológica de toda a Comunidade Escolar, tendo sempre em vista que há uma infinidade de formas de viver, de  pensar e de agir, além de diferentes interesses e ritmos individuais, visando sempre a inclusão de toda a comunidade escolar, para que esta possa participar de forma efetiva de todo o processo educativo como colaboração para a democratização da sociedade, na troca de experiências e na construção da cidadania. Tudo de forma vivenciada.

 

Aqui também podemos notar a preocupação com a participação, visando a democracia.

 

A comunidade escolar desta instituição trabalha com base em uma concepção de educação “construcionista” que vê a educação  como uma prática educativa dentro do processo ensino-aprendizagem com ênfase no aprender a aprender, no saber a pensar, no criar e inovar; e no construir conhecimentos, através da participação, de forma cooperativa, priorizando a formação de conceitos e tendo o conteúdo como meio e não como fim. O papel do professor é o de, valorizando a construção mental do sujeito, orientá-lo na instrumentalização do próprio aprendizado, fazendo com que o educando crie métodos próprios para organização de sua aprendizagem, sabendo recorrer a múltiplas vias e fontes de saber, com capacidade de selecioná-las e sintetizá-las, além de ser capaz de compartilhar idéias, teorias, e resultados experimentais com outros.

 

Aqui falamos de participação de forma cooperativa e de compartilhamento de idéias, isso também é vivência de democracia.

 

CONCEPÇÃO DE ESCOLA: “Um ambiente com espaços diversificados para atividades intelectuais, artísticas e esportivas e de lazer, voltado para a construção coletiva do conhecimento, com espaços e tempos flexíveis onde professores e alunos tenham oportunidade de trabalharem juntos, em pequenos grupos, nos conteúdos conceituais, de acordo com seus interesses, criando suas próprias metodologias e construindo a partir delas os seus conceitos a serem compartilhados com todos. Os conteúdos procedimentais serão trabalhados em nossos procedimentos do dia a dia através da organização da escola tendo sempre em vista a participação de todos os envolvidos no processo educativo, ou seja toda a comunidade escolar, através de Associação de professores, pais de alunos, alunos, e demais funcionários, sendo toda questão tanto de ordem administrativa, como de ordem pedagógica, resolvida em Assembléia Geral com a  participação de todos esses segmentos, promovendo a democracia em nosso meio. Desta forma toda decisão e informação no que diz respeito à Unidade Escolar estará sempre a disposição de todos, primando pela clareza e transparência. Acreditando que somente pelo saber e pela oportunidade de participação no dia a dia podemos mudar nossas atitudes. Um espaço que busque trabalhar sempre o mais próximo, com perspectivas globais”.

 

Aqui falamos em construção coletiva do conhecimento, da participação de todos os envolvidos no processo educativo, prevendo Associação de professores, pais de alunos, alunos e demais funcionários, prevendo uma Assembléia Geral, promovendo a democracia em nosso meio. Primando pela clareza e transparência. (Nada disso existe de fato).

 

CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO: “Trabalharemos dentro de uma concepção de educação construicionista que vê a educação  como uma prática educativa dentro do processo ensino-aprendizagem com ênfase no aprender a aprender, no saber pensar de forma crítica para formar uma opinião, no criar e inovar; e no construir conhecimentos interdisciplinares, através da participação, de forma cooperativa. Aprendendo a ser, aprendendo a fazer e aprendendo a conviver”.

 

Aqui de novo aparece a preocupação da participação e da cooperação.

 

CONCEPÇÃO DE PROFESSOR: “O profissional que valoriza a construção mental do sujeito, orientando-o na instrumentalização do próprio aprendizado, fazendo com que o educando crie métodos próprios para organização de sua aprendizagem. Um profissional que busca o aperfeiçoamento constante, dentro de suas possibilidades e oportunidades oferecidas”.

 

CONCEPÇÃO DE ALUNO: “Aquele que sabe recorrer a múltiplas vias e fontes de saber, com capacidade de selecioná-las e sintetizá-las, construindo seus próprios conceitos, além de ser capaz de compartilhar idéias, teorias, e resultados experimentais com outros”.

Aqui se defende a autonomia que é também uma forma de participação e construção da democracia.

 

CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO: “Partindo do pressuposto de que não há pessoas de diferentes categorias e que todos têm direito fundamental à existência, à cultura, ao conhecimento e ao desenvolvimento, e que  o papel fundamental do professor é o de orientar, de intervir para qualificar, criando condições para a efetiva aprendizagem e desenvolvimento de todos e não o de medir, julgar, e selecionar, adotaremos a avaliação progressiva, que tem uma visão de continuidade do processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno, favorecendo a aprendizagem e o desenvolvimento humano de todos, visando a inclusão social. 

 

Esta forma de avaliação assume o compromisso com a aprendizagem efetiva na continuidade do estudo, dando ao aluno a oportunidade de reconstruir a sua aprendizagem e respeitando a diversidade dos alunos decorrentes de suas características individuais e culturais, aceitando os vários caminhos de aprendizagem, em ritmos diferentes, que se manifestam em especificidades de trajetórias escolares e de vida.

 

A avaliação é uma atividade de acompanhamento e transformação do processo de ensino-aprendizagem, através da observação, análise, registro, reflexão sobre o que foi observado e registrado, comunicação dos resultados e tomada de decisão para atingir os objetivos que ainda não foram alcançados, ou seja, fazendo diagnósticos, analisando a situação, dando retorno ao aluno de seus limites e seus avanços, e preparando novas atividades que poderão auxiliar o aluno na superação de seus limites e no melhor aproveitamento de suas capacidades”.

 

A forma de avaliar é também democrática.

Diante das práticas dos estágios I, II e III elaborei uma apostila como material de apoio para a prática docente.

Este trabalho é especificamente para trabalhar com o 1º ano do ensino médio para o 1º semestre de 2012. Para tanto, serão abortados os temas de:

Planejamento de Aulas

Aula 01 – Apresentação e Avaliação Diagnóstica

Aula 02 – Apresentação de um vídeo de Filosofia

Aula 03 - A Especificidade da Filosofia

Aula 04 - Os Primórdios do Pensamento Grego Antigo e A Filosofia Pré-Socrática

Aula – 05 A Cosmologia dos Pré-Socráticos

Aula 06 - Os Sofistas e o Período Clássico Grego

Aula 7 – Sócrates

Aula 8 – Platão

Aula 9 – Aristóteles

Aula – 10: Apresentação de um filme em DVD

Aula – 11: Conceito de Sagrado

Aula – 12: A concepção de belo, a história da estética, o ideal de beleza, o belo artístico e o belo natural

Aula – 13: Cultura e Arte

Aula-14: Manisfestação Artística no Espírito Santo

Aula – 15: Método, O Discurso sobre o Método de René Descartes

Aula – 16: Ciência Normal e Paradigmas

 

 

Aula 01 – Apresentação e Avaliação Diagnóstica

 

Objetivo da aula: Identificar o conhecimento adquirido pelos alunos sobre a disciplina de Filosofia. Justifica-se pela necessidade de uma prévia avaliação diagnóstica. Como incentivo a participação dos alunos foi proposto um resumo sobre o que entenderam em relação ao estudo da disciplina de filosofia ao longo do 1º semestre de 2011, buscando identificar os principais temas abordados em sala de aula e os filósofos estudado. Também pergunta-se: o que esperam da disciplina de Filosofia para o próximo semestre? E o que a Filosofia poderá contribuir para a sua vida?

 

Esta atividade foi avaliada em uma escala de zero a um ponto (0 a 1,0)

 

Aula 02 – Apresentação de um vídeo de Filosofia

 

Título: Introdução à filosofia, o conhecimento e os primeiros pensadores da Grécia Antiga.

 

Objetivo da Aula: Revisar os conteúdos estudados pelos os alunos. Na avaliação diagnóstica, foi identificado a necessidade de esclarecer as idéias dos primeiros filósofos. Portanto, foi pensada, a apresentação de um vídeo de Filosofia, relatando especificamente a Introdução à Filosofia, o conhecimento e os primeiros pensadores da Grécia Antiga.

 

O filme apresenta um histórico da evolução do pensamento humano e as origens, possibilidades e essência do conhecimento. O Filme fala da Grécia antiga e sobre os pré-socráticos, como Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Parmênides, Heráclito e Empédocles, Anaxágoras, Demócrito e Pitágoras, com suas relações matemáticas, a elaboração de seu famoso Teorema e a correlação desses assuntos com a Filosofia.

 

Aula 03 - A Especificidade da Filosofia

 

Objetivo: Apresentar aos alunos abordagens sobre o que é a filosofia, a importância da filosofia, as atitudes filosóficas. Enfim, despertar nos estudantes o sentimento de que vale a apena estudar Filosofia.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Se você perguntar a um engenheiro o que é a engenharia, sua resposta, provavelmente, abordará que a engenharia é a ciência da edificação. 

 

Se perguntar a um médico, ele, provavelmente, fará referência aos procedimentos que visam ao restabelecimento da saúde de uma pessoa. 

 

Se continuar fazendo esta mesma pergunta para uma variedade enorme de profissionais, as respostas recebidas atenderão a sua dúvida. 

 

Mas se você perguntar a um filósofo? O que imagina que ele responderá? 

 

Esta aula tem por objetivo apresentar pistas que possa auxiliá-lo na construção de uma resposta.  

 

O que é a filosofia? 

 

Se este é seu primeiro contato com a filosofia, você certamente estará se fazendo esta pergunta. Se não é seu primeiro contato, você provavelmente já se deu conta de que esta não é uma das perguntas mais fáceis de serem respondidas.

 

A preocupação com o fazer está diretamente ligada a uma atitude extremamente atual e geral que se pode chamar de pragmática. As pessoas gostam de ver os resultados e, de preferência, resultados materiais, ou que tragam, se não utilidade, prazer. Daí ser muito difícil que se peça ao artista que

justifique o que ele faz quando pode-se usufruir da beleza de suas composições. Não é o caso de afirmar a falta de importância de tal atitude, mas a compreensão da filosofia exigirá o abandono de uma abordagem utilitarista daquilo que fazemos. 

 

Uma estratégia muito utilizada para se definir a filosofia é ligar sua explicação à própria história da filosofia, que é produto de uma tradição, onde as respostas dos problemas estão sempre ligadas às tentativas anteriores. Etimologicamente, a filosofia é o “amor a sabedoria”. Deve-se diferenciar a filosofia, enquanto atividade intelectual do pensamento, do uso corriqueiro que se faz do termo como visão de mundo, isto é, “filosofia de vida”. Ter uma “filosofia de vida” de maneira alguma se equipara a fazer filosofia. Este tipo de percepção está ligada à tendência atual de perceber a filosofia como uma espécie de auto-ajuda sofisticada, que é uma percepção equivocada sobre o que seja a filosofia. Mais do que qualquer outra área do conhecimento humano, a filosofia está em estreita relação com sua história. 

 

Um físico pode ser um excelente profissional sem conhecimentos da história de sua ciência, mas um filósofo não pode prescindir do que foi realizado antes pelos pensadores que o precederam. 

 

O conhecimento a sua história deve ser uma das características da filosofia: seus problemas não são problemas empíricos. Os problemas da filosofia são problemas perenes e não há possibilidade de confirmação ou refutação observacional das possíveis respostas. Quando um problema se mostra empírico, ele se mostra como um problema científico, não filosófico. 

 

O estudo da história da filosofia possibilita a percepção da grande variedade de abordagens e perspectivas desenvolvidas pelos inúmeros pensadores através dos tempos, assim como as várias definições por eles dadas à filosofia. No entanto, podem-se destacar, entre elas, os seguintes pontos em comum: 

 

O diálogo constante, mesmo que com enorme distância temporal; 

 

A argumentação, desenvolvida por meio das regras lógicas do pensamento; 

 

A coerência, que foge da contradição com os fatos e entre as idéias; 

 

O questionamento constante sobre tudo; e os problemas, que permanecem os mesmos com respostas diferentes e contraditórias ao longo do tempo.

 

Ao contrário de outras áreas da atividade intelectual humana, a filosofia não fornecerá respostas definitivas e todo aquele que dela se aproxima deve se acostumar com sua capacidade de questionar constantemente.

 

Nada está livre do questionamento do filósofo. Paradoxalmente, o auto-questionamento é comum entre os filósofos e até mesmo a própria filosofia foi posta em questão e dúvida durante sua história.

 

Para pensar

 

Por que vale a pena estudar Filosofia?

 

Exercícios:

1)    O que é Filosofia?

2)    O que é uma atitude Filosófica?

3)    O que é uma reflexão filosófica?

Filosofia é um pensamento sistemático. Explique esta afirmação!

4)    O que significa o termo indagações sistemáticas?

 

Aula 04 - Os Primórdios do Pensamento Grego Antigo e

A Filosofia Pré-Socrática

Objetivo: Fazer com que os alunos aprendam a origem do pensamento filosófico, e a diferença entre os termos Mito e Logos.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em uma aula de uma hora. Faremos a leitura do conteúdo da aula e faremos uma discussão sobre os mitos atuais. Após esta reflexão faremos o exercício.

 

Conteúdo: Qual a razão da ordem observada no universo? Existe algum princípio que tudo explique? Estas foram as perguntas que os primeiros pensadores gregos estavam preocupados em responder. Identificar o que caracterizava este período é o objetivo desta aula. 

 

As origens do pensamento filosófico

 

A filosofia ocidental nasceu na Grécia, entre os séculos VII e VI a.C., com uma preocupação eminentemente cosmológica (SCIACCA,1967). Os primeiros pensadores gregos estavam tomados pela preocupação em responder à questão da ordem do universo (cosmos). Este momento da história do pensamento é usualmente chamado de passagem do mito ao logos. Esta expressão pode gerar alguns mal-entendidos em função de seus termos principais: mito e logos. Veja, então, o que significa cada um: 

 

Mito - Se caracteriza por ser uma explicação que faz referências a entidades sobrenaturais como sendo as responsáveis pelos fenômenos da natureza. 

 

Logos - O termo “logos”, em grego, significa razão, linguagem, ciência. 

 

Dentre os mal-entendidos comuns, pode-se destacar a suposição de que a passagem do “mito” ao “logos” se deu de maneira definitiva, com o abandono total de referências sobrenaturais, assim como achar que a explicação filosófica é dotada de razão, ao passo que o mito seria destituído dela (REALE e ANTISERI,1990). 

 

A escrita, que surgiu neste período, teve um papel importante nesta passagem, pois o que antes era apenas contado pela tradição oral, passou a ser escrito. Modificando, assim, o pensamento e o homem. 

 

Ao olhar as civilizações antigas, nota-se que com surgimento da escrita os cânticos e histórias sagradas são os primeiros a serem vertidos em sinais gráficos. No caso dos gregos, os maiores exemplos são os poemas homéricos, Ilíada e Odisséia; assim como Teogonia e Os trabalhos e os dias, de Hesíodo. Nestas obras é possível perceber os traços de um pensamento lógico-causal que se tornará o cerne da filosofia e da ciência. (SISSA e DETIENNE, 1990). 

 

Mais que poemas, as obras de Homero e Hesíodo possibilitam a identificação dos aspectos presentes na estrutura da sociedade grega nos diferentes momentos da passagem do mito ao logos, como você estudará a seguir.

 

Os poemas de Homero são a transcrição das lendas e histórias do povo grego; tradição oral tornada escrita. A obra de Homero foi a expressão maior da mitologia grega e nela se evidencia a hierarquia dos deuses gregos – Zeus comanda os demais deuses – e percebe-se que, por mais que a vontade divina submeta o curso da vida humana, esse processo de interferência não é misterioso. Os gregos antigos sabiam que existiam deuses e, seus respectivos domínios. Dada a grande preocupação com o arbítrio dos deuses, os gregos antigos procuravam utilizar todos os processos naturais a seu dispor para obter algum controle sobre a ação divina. 

 

Na Teogonia de Hesíodo, tem-se a apresentação da árvore genealógica da mitologia grega, desde os primeiros deuses até o apogeu e comando final de Zeus. Expressas mitologicamente em termos de procriação e consangüinidade, as idéias lógicas de implicação, dedução e associação permeiam todo o texto do poeta. Assim, até mesmo os deuses passam a fazer parte da mesma “natureza”, na qual, os homens se encontram e começam a ser percebidos como submetidos aos mesmos princípios (MOST, 1998). A comparação das obras de Homero e Hesíodo possibilita a percepção sobre a mudança de visão acerca da estrutura social que é extremamente indicativa de características primordiais ao aparecimento da filosofia na Grécia Antiga. 

 

Tanto na Ilíada quanto na Odisséia, Homero apresenta uma concepção de virtude (areté) como um traço distintivo da origem por nascimento do indivíduo; o aristoi é o nobre, e ele o é, porque possui areté (virtude). Temos a expressão de uma sociedade aristocrata, onde a virtude é de alguns em função do nascimento e isto os torna superiores.

 

Em Hesíodo, especificamente no poema Os trabalhos e os dias, a virtude é resultado do esforço, do trabalho empreendido pelo indivíduo; não é mais uma questão de sangue. Nesta sociedade, qualquer homem pode ser virtuoso, contanto que se esforce para isso. Homero é a voz de um mundo aristocrático e Hesíodo fala de um mundo onde a experiência com os princípios democráticos começa a acontecer. 

 

A experiência com os princípios democráticos ajuda a explicar o aparecimento, de forma rápida, dentro de uma civilização fragmentada em termos políticos, de grandes avanços em diversas áreas do pensamento humano como a filosofia, o teatro, a medicina, a matemática teórica etc. 

 

A democracia supõe a igualdade entre indivíduos, isto é, estão no mesmo nível quanto aos direitos políticos. A palavra, a opinião e o voto dos iguais têm o mesmo valor dentro do grupo democrático. Esta experiência possui relação com o trato entre os guerreiros, os heróis gregos. Quando lemos a Ilíada – o poema de Homero que relata a guerra de Tróia – notamos que quando os guerreiros se reúnem para decidir, o voto de cada um conta de maneira igual, mesmo que um deles seja o comandante da expedição.

 

Mas o mais importante é que uma vez que o voto iguala os homens, é necessário convencer o outro de suas idéias. Mais do que nunca, torna-se necessário desenvolver a argumentação, a lógica e a retórica, que serão não somente instrumentos da prática política, mas o instrumento do desenvolvimento intelectual (REALE e ANTISERI, 1990). 

 

A democracia grega era restrita aos cidadãos adultos, deixando de fora além dos escravos, jovens, mulheres e estrangeiros. Quando existiu, a democracia grega foi acompanhada pela escravidão. Para muitos gregos, a escravidão era uma condição natural de alguns indivíduos. Assim, alguns indivíduos nunca estariam no mesmo patamar que outros; como era o caso não só dos escravos, mas também das crianças e mulheres. 

 

Neste ambiente surgiram os primeiros pensadores reconhecidamente tidos como os primeiros filósofos e que foram nomeados “filósofos da natureza”, ou “filósofos pré-socráticos” por referência a Sócrates, que, com Platão e Aristóteles, são considerados a tríade máxima do pensamento grego na Antigüidade. 

 

Exercícios

 

1 - Qual a origem do pensamento filosófico ocidental?

 

2 – Qual a diferença do termo Mito e Logos?

 

Aula – 05 A Cosmologia dos Pré-Socráticos

 

Objetivo: Apresentar aos alunos abordagens sobre a Cosmologia pré –socráticos. Também é objetivo para esta aula que alunos tenham ciência de que conhecimento os primeiros filósofos ocuparam. 

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Os filósofos Pré-socráticos aparecem entre os séculos VII e VI a.C. em todas as colônias gregas que se espalham pela a costa do Mediterrâneo, principalmente na Ásia Menor. Quanto à natureza, a preocupação destes primeiros pensadores (physis) é cosmológica. Isto é, procuravam neste mundo um princípio que explicasse sua existência e ordem, daí “filósofos da natureza”.

 

De alguns destes pensadores, pouco ou nada restou de seus escritos, mas da leitura dos fragmentos que sobreviveram ao tempo, é possível perceber como seu pensamento filosófico está permeado de mito (religião), pois seus argumentos são apresentados como verdade revelada pelos deuses. Em conjunto com um linguajar poético, esta verdade revelada, ao mesmo tempo filosófica e religiosa, é de difícil compreensão e exige uma hermenêutica sofisticada. Mas suas explicações não fazem mais referência aos deuses como sendo a causa única dos acontecimentos deste mundo.  

 

Qual seria, então, a partir dos Pré-socráticos, o primeiro problema da filosofia? Seria uma exigência grega, conhecer o mundo do ponto de vista metafísico, ou seja, o mundo na sua essência?

 

Os filósofos Pré-socráticos começam a indicar inúmeros princípios e causas físicas ou abstratas, que em alguns casos explicam não somente o mundo, mas também os deuses como parte dessa mesma estrutura. É nessa perspectiva que os Pré-socráticos vão refletir sobre o uno e a multiplicidade como os primeiros princípios da realidade. 

 

É neste período que se tem o interesse pelo mundo e, por conseguinte, pelo significado da própria existência, como demonstra os principais pensadores destacados a seguir: 

 

Tales de Mileto (sécs. VII-VI a.C.), grande matemático e o primeiro dos filósofos gregos, identificou a água como o princípio (arché) originário da natureza; tudo se origina da água. 

 

Anaximandro de Mileto (sécs. VII-VI a.C.) se referiu a um princípio indefinível que chamou apeiron, sem limites. 

Anaxímenes de Mileto (séc. VI a.C.) era discípulo de Anaximandro, mas identificou o ar como o princípio básico de tudo. 

 

Pitágoras de Samos (cerca de 530 a.C. até início do séc. V a.C.), grande matemático da Antigüidade, é indicado pela tradição histórica como o primeiro a usar o termo filósofo, pois, uma vez indicado como sábio (sophos), teria respondido que apenas era um "amante da sabedoria" (philo , "aquele que ama", sophia , "sabedoria"); desenvolveu uma teoria filosófica baseada na idéia de que tudo é composto de números – entendidos por ele como pequenas partículas materiais – e a ordem do universo é derivada de harmonias geométricas; sua filosofia era também imbuída de características religiosas, já que fundou uma seita secreta que tinha como doutrina as descobertas matemáticas e sua filosofia numérica. 

 

Xenófanes de Cólofon (c. 570 a.C.) foi grande crítico da concepção popular e tradicional dos deuses. Tinha como fonte as obras de Homero, crítica esta que reaparecerá mais tarde na República de Platão. 

 

Heráclito de Éfeso (sécs. VI-V a.C.) defendeu a idéia de que tudo é um fluxo contínuo gerado por uma guerra eterna entre os contrários; nada permanece o mesmo e tudo é e não é ao mesmo tempo. 

 

Parmênides de Eléia (sécs. VI-V a.C.) criticou a visão de Heráclito e seus seguidores afirmando que somente a razão poderia fornecer o conhecimento do que é a natureza; para ele, os sentidos percebem o fluxo contínuo do mundo, mas somente a razão pode mostrar que por trás de tudo que muda está o imutável, o perfeito e eterno, isto é, o ser. 

Zenão de Eléia (sécs. VI-V a.C.) foi discípulo de Parmênides e desenvolveu uma série de paradoxos (argumentos que levam a sua própria contradição) sobre a existência do movimento. 

 

Empédocles de Agrigento (484/481-424/421 a.C.) se referiu aos quatro elementos (água, terra, fogo e ar) como os responsáveis pela composição de tudo. 

Anaxágoras de Clazômenas (c. 500-428 a.C.) dizia que tudo na natureza é composto de sementes que determinam sua geração e vida. 

 

Leucipo de Mileto e seu discípulo Demócrito de Abdera (séc. V a.C.) criaram a idéia de átomo; acreditavam que tudo é composto de pequenas partículas indivisíveis que se unem e se separam continuamente formando todas as coisas (KIRK e RAVEN, 1982). 

 

Responda em uma síntese!

 

1 - De que conhecimento os primeiros filósofos se ocuparam?

 

Aula 06 - Os Sofistas e o Período Clássico Grego

 

Objetivo: Levar os estudantes o conhecimento sobre o significado da palavra Sofista. O porquê os Sofistas não foram bem aceitos pela sociedade ateniense. As divisões e as características dos sofistas e as contribuições que eles deram para o desenvolvimento do conhecimento.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: O período clássico do pensamento grego é marcado por uma série de transformações sociais. Como estas transformações influenciaram as mudanças de pensamento? Quais as contribuições dos principais pensadores desse período? Estudar estas questões é a proposta desta aula. 

 

Os sofistas no século V a.C., uma série de transformações sociais ocorreu no mundo grego, em especial nas grandes cidades. O poder da aristocracia diminui após uma série de reformas sociais que entregam parte considerável do poder político ao " demos ", o povo. Atenas torna-se uma democracia e, como grande centro cultural da época, passa a atrair, como as demais cidades, um grande número de estrangeiros. Um grupo de pensadores e professores se torna importante nesse período, pois modificaram a perspectiva do pensamento que até então se centrava na questão sobre a natureza, a chamada questão cosmológica, e se deslocou para a questão antropológica, a questão sobre o homem e tudo que o envolve. Esses pensadores ficaram conhecidos como sofistas. 

 

A palavra SOFISTA, originalmente, significa "especialista do saber". Mas este termo adquiriu uma conotação negativa após a crítica e o ataque ferrenho que receberam de Sócrates, Platão e Aristóteles.

 

Veja por que! 

 

Segundo Guthrie (1995), os sofistas além de serem responsáveis por essa virada na percepção do pensamento, foram responsáveis por: desenvolver a idéia de difusão do ensino (eram professores remunerados) para todos e não só para alguns; 

 

Estabelecer com seu nomadismo (viajavam de cidade a cidade) uma perspectiva cultural ampla; 

 

Consolidar um espírito de liberdade de pensamento; despertar o interesse pela linguagem, revalorizando a retórica e a lógica. 

 

Apesar disso, foram mal aceitos pela sociedade ateniense, que não via com bons olhos estrangeiros que vendiam o conhecimento, apresentavam novos e diferentes costumes e que, em geral, não acreditavam na verdade e na possibilidade de se atingir um conhecimento certo. Muito também da má fama dos sofistas tem sua origem no fato de que podemos dividi-los em três grupos, nos quais temos:  

 

Primeiros Mestres que tinham como característica ser respeitados até pelos adversários; 

 

Sofistas Erísticos, que como característica tinham interesse pelo discurso do convencimento; 

 

Políticos que como característica utilizava técnicas de persuasão para 

seus objetivos pessoais. 

 

Alguns dos mais importantes sofistas foram: 

 

Protágoras, suposto autor da frase "o homem é a medida de todas as coisas”; 

• Górgias, defensor de um ceticismo que negava a possibilidade de conhecermos a verdade ou de transmiti-la; 

Pródico, que dizia ser a virtude o que há de mais adequado para atingir o que é vantajoso; 

• Hípias, defensor de um saber enciclopédico e desenvolvedor de métodos mnemônicos; 

 

Antifonte, que defendia a diferença entre as leis da natureza e a dos homens, argumentando que todos são iguais por natureza. 

 

Sócrates foi um dos pensadores mais marcantes da história da humanidade, mesmo sem ter escrito uma linha, suas idéias ainda ecoam forte até os dias de hoje. 

 

Exercícios

1-    Qual o significado da palavra Sofista?

 

2 – Por que os Sofistas não foram bem aceitos pela sociedade ateniense?

 

3 – Os sofistas podem ser divididos em três grupos. Quais são as características desses grupos?

 

4- Cite três dos principais sofistas e suas contribuições para o desenvolvimento do conhecimento!

 

Aula 7 - Sócrates

 

Objetivo: No final dessa aula o estudante deverá saber qual a origem da palavra dialética, o método que Sócrates utilizava e a diferença do pensamento de Sócrates em relação aos pré-socráticos.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Sócrates (470/469-399 a.C.) era cidadão ateniense, filho de escultor e parteira; não fundou escola e ensinava em locais públicos e em qualquer lugar no qual pudesse empreender conversação sobre os mais diversos temas, sempre tendo como objeto de preocupação o desvelar da verdade.

 

Causou forte impressão sobre a juventude ateniense e sobre os mais diversos tipos de pessoas, o que teve como contrapartida um grande número de inimizades, as quais resultaram na acusação de impiedade e de corrupção dos jovens atenienses e que foram penalizadas com a morte do filósofo por envenenamento.

 

Nunca escreveu suas idéias, pois para ele a verdade devia ser atingida através do diálogo. Seu primeiro pensamento tinha ligações com a filosofia naturalista, mas após o contato com os mestres sofistas, voltou-se para a questão do homem e do conhecimento (REALE e ANTISERI, 1990). 

 

O pensamento de Sócrates inaugura a filosofia clássico e a própria denominação de “pré-socraticos” já reflete a importância da filosofia de Sócrates. (MARCONDES,2004). 

 

Qual seria a diferença do pensamento de Sócrates em relação aos Pré-Socráticos, estudados na aula 2? 

 

Enquanto os Pré-socráticos investigavam questões cosmológicas, Sócrates investigava a natureza humana. Para Sócrates, o homem se define em função de sua alma (psyché) e não de seu corpo; a matéria corporal atrapalha o pleno desenvolvimento da alma que é a fonte do que o homem tem de característico, a razão. 

 

No pensamento de Sócrates, as virtudes deixam de se referir às aptidões físicas dos heróis e passam a designar a atividade que propicia o desenvolvimento do intelecto, da alma. Nesse sentido, Sócrates defendia a idéia de que o mal era fruto da ignorância e que o conhecimento levava ao bem, propiciador da verdade e do aprimoramento espiritual. Ao ser condenado, não foge, nem se revolta com a decisão da assembléia de condená-lo a morte, pois a verdade evitaria o erro, mas ela só pode ser atingida pela persuasão intelectual e não pela força. 

 

Acreditando na imortalidade da alma humana, compreendia a filosofia como uma preparação para a morte, uma vez que esta propiciava o aprimoramento do espírito, em detrimento da satisfação corporal. Preparada, a alma se livra do corpo e passa a viver em um mundo livre da matéria (PLATÃO, 1972). 

 

Importante também é o método de ensino socrático, fonte da crítica ao trabalho remunerado dos sofistas. Sócrates acreditava que todos possuíam já dentro de si a verdade eterna e única e o conhecimento não era adquirido, e sim, lembrado. Dizia ter herdado de sua mãe, que era parteira, o dom de ajudar as pessoas a dar à luz a verdade que tinham dentro de si.

 

Esse método socrático, denominado maiêutica, era dialético e irônico, pois trabalhava para promover uma síntese a partir de posições contrárias e com o uso do gracejo; Sócrates procedia por meio de uma série de perguntas que desfaziam a ilusão do conhecimento tradicional e impensado (refutação), e procuravam construir, a partir do reconhecimento da ignorância, o conceito a ser estudado.

 

A dialética procedia de definições menos adequadas, ou de exemplos particulares, até a definição universal (COPLESTON,1964). Ou seja, do raciocínio particular para o universal. Neste sentido, a sabedoria consiste em se reconhecer ignorante. 

 

Como nada escreveu, o pensamento de Sócrates deve ser percebido dentro dos escritos de seus discípulos, que sobre ele escreveram apresentando visões diversas e desenvolvendo escolas filosóficas de inspiração socrática. O principal de seus discípulos foi Platão, que escrevia diálogos nos quais Sócrates era sempre sua personagem principal. Reside nessa situação a dificuldade de diferenciar o que pensamento de Sócrates e o que é pensamento de Platão colocado na boca da personagem Sócrates.

 

Além dos discípulos, Aristófanes, comediógrafo grego contemporâneo de Sócrates, escreveu As nuvens, onde ridiculariza Sócrates como um sofista. 

 

Exercícios

 

1 - Qual a origem da palavra dialética?

 

2 - Qual o nome do método que Sócrates utilizava?

 

3 - Qual seria a diferença do pensamento de Sócrates em relação aos Pré-Socráticos, estudados na aula 2? 

 

Aula 8 - Platão

 

Objetivo: Após esta aula os alunos serão capazes de comparar a maiêutica de Sócrates com a dialética de Platão, saberá qual é a sociedade ideal para Platão e ainda terão conhecimentos das inovações de Platão em relação ao se mestre Sócrates.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Platão (428/427-347 a.C.), cujo verdadeiro nome era Aristoclés, era cidadão ateniense de família aristocrática descendente de Sólon, o legislador. A origem do apelido tem três possibilidades: o tamanho largo de seus ombros, o tamanho de sua testa ou a amplidão de seu estilo de escrita; platos , em grego,

significa "amplidão", "extensão". Tornou-se discípulo de Sócrates por volta dos vinte anos, convivência que iria transformar sua vida e pensamento. Após a morte do mestre, empreende viajem para Mégara e Siracusa, além de diversas outras cidades na Grécia e na Itália, além do Egito. Em 387 a.C., funda sua escola em Atenas, a Academia. Sua escola se tornou uma revolução no ensino e pólo de atração de alunos e pensadores. (REALE e ANTISERI, 1990). 

 

Platão assumiu as idéias de seu mestre, Sócrates, mas a elas incorporou as suas, a ponto de muitas vezes dificultar a diferenciação das idéias de um e do outro. A principal inovação de Platão foi a defesa da existência de um mundo das idéias/formas. Esse mundo eterno, perfeito e imaterial é o modelo do mundo material perecível em que vivemos e que é composto por cópias imperfeitas das idéias (formas).

 

Existe uma hierarquia no mundo perfeito da idéias e, em função disso, inúmeras relações entre elas podem ser traçadas.  Na busca do verdadeiro conhecimento, Platão distingue a episteme (conhecimento) da doxa (opinião). Na episteme se tem o conhecimento verdadeiro e confiável, em contrapartida, na doxa, o mutável e inconsistente. O objeto do conhecimento deveria ser real e seguro, o que não podia ser garantido pelas coisas que percebemos pelos sentidos, mutáveis. Assim, o objeto do conhecimento não são as coisas físicas, mas as Idéias imutáveis.

 

Há em Platão a “reedificação” dos objetos do conhecimento, isto é, são coisas, mas o são de maneira diferente das coisas materiais (HARE, 2000). Como Platão assume a posição socrática de inferioridade da matéria - que é amorfa (sem forma) e só possui determinação por que é limitada pelas formas/idéias -, a alma é o elemento eterno e perfeito aprisionado no corpo e que teve sua origem no mundo das idéias.

 

As almas perceberam, então, as idéias em sua perfeição e, após sua prisão em um corpo cujas janelas são os sentidos, as almas conhecem por reminiscência (lembrança), pois identificam as formas das coisas com as idéias eternas específicas. Essa percepção ocorre com o uso da razão, já que os sentidos, porque são materiais, falham constantemente e nos fornecem apenas opinião (doxa) e não a ciência (episteme), fornecida somente pela razão.

 

O trabalho da razão e as dificuldades que a matéria provoca são representados no "mito da caverna" no livro VII da "República" (PLATÃO, 2001).  A alma é imortal, mas precisa se aprimorar por um processo contínuo de reencarnação (metempsicose).

 

No diálogo "Fédon", Platão defende a idéia socrática da eternidade da alma em contraposição às crenças contrárias e nega a ligação indissociável entre corpo e alma. Assim, a filosofia, uma vez mais, tem o papel de preparação para a morte. Há no pensamento de Platão a identificação entre a virtude e o conhecimento; o mal é resultado da ignorância e o bem equivale ao conhecer.

 

Destarte, a importância do aprimoramento intelectual, que é uma característica constante do pensamento grego.  Em sua interpretação do mundo social, Platão via com desconfiança a democracia, uma vez que foi nesse sistema de governo que Sócrates foi condenado à morte.

 

A sociedade ideal de Platão possuía três estratos: trabalhadores, guerreiros e magistrados, cada um deles composto por indivíduos que já nasciam com um tipo de alma com a predisposição a um dos tipos de atividade. As uniões são permitidas e determinadas pelo Estado, que escolhe os cidadãos com a beleza, inteligência e destreza suficientes para procriar. As crianças são criadas e educadas em conjunto, em separado dos pais, para que sejam formadas em hábitos saudáveis. Nessa sociedade, os que se destacam em inteligência farão parte da classe dirigente, a dos chamados "reis-filósofos". 

 

Exercícios

 

1-    Compare a maiêutica de Sócrates com a dialética de Platão!

 

2 – Qual era a sociedade ideal para Platão?

 

3 – Platão assumiu as idéias de Sócrates. No entanto, ele inovou na Filosofia. Qual foi a sua inovação?

 

Aula 9 - Aristóteles

 

Objetivo: Nesta aula pretende-se demonstrar o pensamento aristotélico com foco especial nas Causas Eficientes na Filosofia Aristotélica.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Aristóteles (384-322 a.C.) nasceu em Estagira, na Trácia, região da Macedônia. Seu pai foi médico da corte do rei Amintas, da Macedônia, pai de Filipe e avô de Alexandre, o Grande. Em 366 a.C., Aristóteles entra para a Academia de Platão e lá permanece por vinte anos, só se retirando após a morte do mestre.

 

No período em que esteve na Academia, Aristóteles conheceu uma série de sábios que ali estavam, dentre eles, Eudóxio, grande matemático da Antigüidade que havia se transferido com seus alunos para a escola de Platão.

 

Aristóteles foi para Axo - três anos - e Mitilene, na ilha de Lesbos. Em Axo se dedicou aos cursos filosóficos e em Mitilene, aos estudos biológicos em conjunto com seu discípulo Teofrasto, seu futuro sucessor. Em 343 a.C., se torna preceptor de Alexandre, o Grande - na época com treze anos.

 

Após a subida ao trono de Alexandre (336 a.C.), Aristóteles volta a Atenas e funda sua escola, próxima ao templo dedicado a Apolo Lício, daí o nome de "Liceu", pelo qual a escola era conhecida. Também chamada "escola peripatética", pois suas aulas em meio aos jardins eram comuns (perípatos,

"passeio"). Até 323 a.C., ano da morte de Alexandre e início da reação antimacedônica em Atenas, o Liceu se tornou um grande centro de produção filosófica e científica, chegando a relegar a segundo plano a Academia. Curiosamente, a mesma acusação feita a Sócrates, de impiedade, foi dirigida a Aristóteles.

 

Esse vai para Cálcis e deixa Teofrasto no comando do Liceu. Morre poucos meses depois, em 322 a.C. (REALE e ANTISERI, 1990). 

 

Aristóteles foi dotado de mente enciclopédica, pois lidou e escreveu sobre os mais diversos temas, alguns hoje pertencentes às ciências naturais e humanas. Foi o primeiro sistematizador da lógica clássica e seus princípios; estudou os argumentos, seus tipos, falhas, sua composição, sua relação com o raciocínio, etc. 

 

Uma das grandes diferenças entre o pensamento de Aristóteles e de seu mestre Platão, foi a crítica e recusa da existência do "mundo das idéias". Para Aristóteles, as idéias não se encontram em um mundo em separado; as idéias são produto da abstração que a mente faz do que é percebido pelos sentidos.

 

Só há este mundo material no qual vivemos, e assim, os sentidos não são de todo enganadores, pelo contrário: são a porta de entrada de qualquer conteúdo que a razão trabalha. O que ocorre é que nossa razão passa, em um processo de gradativa complexidade e abstração, daquilo que é material para aquilo que não é. Desse modo, as idéias são resultado da apreensão daquilo que há de essencial nos objetos do mundo, aquilo que os define no que são. A idéia de "cadeira" é uma abstração daquilo que faz de alguns objetos cadeiras. 

 

Aristóteles desenvolve a física e a metafísica iniciadas pelos pré-socráticos. Determina a análise do mundo pelo que ele tem de geral, desenvolvendo os conceitos de causa (material, formal, eficiente, final), substância, acidentes, ato, potência, etc.

 

Dentro de sua perspectiva, o ser humano é definido como uma composição de matéria e forma, onde seu corpo é a matéria e sua alma é sua forma. A alma é princípio de vida e qualquer ser vivo possui um tipo de alma. Só o ser humano tem alma intelectiva, responsável por sua capacidade racional, além das almas vegetativa (permite a alimentação) e locomotora (permite o movimento). Em algumas partes da obra de Aristóteles, ele dá a entender a possibilidade de a alma intelectiva ter existência desvinculada do corpo, mas em outras fala da indissociabilidade entre corpo e alma (MORTON, 1997). 

 

Considerando que o ser humano se distingue dos demais animais por sua racionalidade, o fim do ser humano deve satisfazer essa característica. Todos os indivíduos desejam a felicidade, compreendida das mais diversas formas, mas apenas o desenvolvimento do intelecto e das virtudes propicia a máxima felicidade, o que não caracteriza um desprezo aos aspectos corporais, pois, para Aristóteles, as necessidades materiais têm de ser satisfeitas para atingirmos a contemplação. Só se atinge a felicidade por meio das virtudes que para Aristóteles são "... uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática" (ARISTÓTELES, 1973a, p. 273).

 

Em outras palavras, a virtude é uma disposição para agir prudentemente entre posições extremadas. Segundo Aristóteles, a ação é imperfeita por falta ou por excesso e a virtude está no meio.  Ao mesmo tempo em que o ser humano é um animal racional, também é um animal político, social; o ser humano somente consegue sobreviver em grupo e é nele que pode desenvolver sua potencialidade. A pólis (cidade) é uma extensão natural do primeiro núcleo social, a família.

 

Sendo assim, o indivíduo tem na política, na arena social, o ambiente propício para o desenvolvimento das virtudes. A política é vista como uma extensão da ética, pois o Estado existe para o bem-comum e é necessário à felicidade (ARISTÓTELES, 1985). 

 

Exercício

 

1 - Quais as Causas Eficientes na Filosofia Aristotélica?

 

Aula – 10: Apresentação de um filme em DVD

Título: O apogeu da cultura grega

 

Apresentação de um filme em DVD, onde se busca sintetizar o conteúdo ministrado em sala de aula. O filme fala sobre o trabalho dos Sofistas e seus conceitos em relação à Moral, ao Direito e à Religião. Também será abordado idéias dos maiores expoentes da Filosofia grega, como Sócrates e seus embates conceituais com o Oráculo de Delfos; Platão e o conceito de idéia, dividindo a realidade em mundo sensível e inteligível, e a criação do “Mito da Caverna” e do “Amor Platônico”; e Aristóteles, um macedônico pregador da ética e da moral, que afirmou que o “princípio da vida é a alma”.

 

Aula – 11: Conceito de Sagrado

 

Objetivo: No final dessa aula os alunos deverão saber definir o que é o Sagrado, espiritualidade, símbolos.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em uma aula, sendo uma hora. Será feita a leitura do texto; explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: A palavra Sagrado, derivada do latim "sacer" (sagrado), constitui uma das dimensões fundamentais da vida religiosa e designa uma área ou conjunto de realidades (seres, lugares, coisas ou momentos) que de certa forma estão separados do mundo profano comum, manifestando um poder superior e podendo ser abordados apenas ritualmente. No contato com o sagrado, o homem experimenta algo que o ultrapassa, que o transcende.

Assim sendo, as realidades sagradas não existem em função das suas próprias características, mas sim devido à transcendência nelas manifestada.

Além do seu sentido religioso, o termo sagrado tem também um sentido moral que constitui uma atenuação do sentido religioso: na moral, o sagrado qualifica valores primordiais como, por exemplo, a liberdade ou a justiça.

O conceito de símbolos: O  símbolo é utilizado  para  facilitar  o  acesso  a  um conjunto  de  informações  específicas;  é  definido por  determinadas  comunidades, sociedades e pessoas com  o  objetivo  de  síntese  da informação. Os  símbolos  são  interpretados  de  formas  variadas  de acordo  com a  intenção, nível de informação de  cada  comunidade ou  indivíduo.

 

NÃO SOMOS  OBRIGADOS  A  ACREDITAR  NEM  A UTILIZAR  SÍMBOLOS DOS OUTROS!


MAS  SOMOS OBRIGADOS  A  RESPEITAR  SEUS  SÍMBOLOS  E  CONCEITOS!  

Podemos  então compreender  que  temos  o  livre  arbítrio  de interpretar  um  símbolo  de  acordo  com  nossas crenças,  costumes,  religiões ou  simplesmente de uma forma analítica. O que não temos o direito é de criticar,  desrespeitar ou julgar  os  símbolos de  outras  pessoas e  comunidades, pois  estaríamos  desrespeitando  o  espaço  sagrado de  alguém.

Coerência:  não use  símbolos  com os quais não se identifica ou aqueles que você questiona a representação de seu conteúdo, para  não desrespeitar  os símbolos sagrados de  outras  comunidades.

O  símbolo  facilita  aqueles que estão  integrados e  receptivos   às  mensagens que eles  representam.  É necessário, porém, ter sentimento puro,  sem  idéias  preconcebidas.  

 

Espiritualidade: A Espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Cada uma das referidas religiões comporta uma dimensão específica a esta descrição geral, mas, em todos os casos, se pode dizer que a "espiritualidade" «traduz uma dimensão do homem, enquanto é visto como ser naturalmente religioso, que constitui, de modo temático ou implicito, a sua mais profunda essência e aspiração».

 

O que é religiosidade popular para você? Vamos dialogar!

 

Exercícios

 

1 - O que você entende como Sagrado?

 

2 – O que é espiritualidade para você?

 

3 – Comente a firmação: “NÃO SOMOS  OBRIGADOS  A  ACREDITAR  NEM AUTILIZAR SÍMBOLOS DOS OUTROS!


MAS  SOMOS OBRIGADOS  A  RESPEITAR  SEUS  SÍMBOLOS  E  CONCEITOS!  

 

Aula – 12: A concepção de belo, a história da estética, o ideal de beleza, o belo artístico e o belo natural

 

Objetivo: No final da aula, os alunos serão capazes de saber quem foi o primeiro filósofo a indagar sobre o belo. Saberão sobre os tipos que Aristóteles distinguiu a arte e a diferença entre o belo artístico do belo natural em Hegel.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: Belo: O «belo em si» é unicamente uma palavra, não um conceito. No belo, o homem põe-se como medida da perfeição. O homem crê que o próprio mundo está repleto de beleza - esquece-se de si como causa de tal beleza. Unicamente a si se presenteou com a beleza. No fundo, o homem espelha-se nas coisas, considera belo tudo o que lhe devolve a sua imagem: o juízo «belo» é a vaidade da sua espécie.

Breve História da Estética

O belo e a beleza têm sido objeto de estudo ao longo de toda a história da filosofia. A estética enquanto disciplina filosófica surgiu na antiga Grécia, como uma reflexão sobre as manifestações do belo natural e o belo artístico. O aparecimento desta reflexão sistemática é inseparável da vida cultural das cidades gregas, onde era atribuída uma enorme  importância aos espaços públicos, ao livre debate de idéias. Os poetas, arquitetos, dramaturgos e escultores desfrutavam de um grande reconhecimento social.

Ideal de Beleza

Platão foi o primeiro a formular explicitamente a pergunta: O que é o Belo? O belo é identificado com o bem, com a verdade e a perfeição. A beleza existe em si, separada do mundo sensível.Uma coisa é mais ou menos bela conforme a sua participação na idéia suprema de beleza. Neste sentido criticou a arte que se limitava a "copiar" a natureza, o mundo sensível, afastando assim o homem da beleza que reside no mundo das idéias. As obras de arte deviam seguir a razão, procurando atingir tipos ideais, desprezando os traços individuais das pessoas e a manifestação das suas emoções. Platão ligou a arte à beleza. 

Aristóteles concebe a arte como uma criação especificamente humana. O belo não pode ser desligado do homem, está em nós. Separa, todavia a beleza da arte. Muitas vezes a fealdade, o estranho ou o surpreendente converte-se no principal objetivo da criação artística. Aristóteles distingue dois tipos de artes:

 

a) as que possuem uma utilidade prática, isto é, completam o que falta na natureza.

 

b) As que imitam a natureza, mas também podem abordar o que é impossível, irracional, inverossímil.

 

O que confere a beleza a uma obra é a sua proporção, simetria, ordem, isto é, uma justa medida. Aristóteles associou a arte à imitação da natureza. 

 

As idéias de Platão e Aristóteles tiveram uma larga influência nas idéias estéticas da arte.

 

Sublime: A história da idéia de sublime é bem antiga, vem da Antiguidade clássica e pode ser reportada a Platão: tudo que tendesse à idéia suprema do Bem seria sublime. Durante muito tempo, o sublime foi considerado o perfeito, o quase-divino, acima da realidade humana e de toda contingência. O sublime nessa acepção só poderia levar à serenidade.

 

O belo natural

 

A forma do belo natural enquanto abstrata é por um lado uma forma determinada e, portanto, delimitada e implica por outro lado uma unidade graças à qual ela se referencia a si mesma. A beleza só existe para o intelecto abstrato que apenas concede a identidade e a igualdade abstratas e não concretas. O belo natural é um belo imperfeito.

 

O elemento exterior e a conformação que recebe, ligam-se àquilo que designamos termos gerais da natureza. Diz-se que a obra de arte deve ser natural, mas há também uma natureza vulgar feia, que se não reproduz tal qual e, por outro lado.

 

O belo artístico

 

O belo como tema preferido da arte. Cresceu o belo da natureza ao surgir a arte. É a arte um esforço de expressão, em que umas coisas se tornam a representação de outras. E esta representação busca ser perfeita, ao mesmo tempo que prefere os temas perfeitos, isto é belos. E por si mesmo evidente, que a expressão artística busque ser perfeita e que prefira expressar os temas perfeitos, ainda que as circunstâncias às obriguem à universalidade dos temas.

 

Toda obra de arte é um reflexo da consciência social. O belo não é uma realidade absoluta e intocável pelo humano: o belo é o resultado do trabalho humano realizado em comunidade.

 

Distinção entre o belo natural e o belo artístico

 

Para Hegel existe uma diferenciação fundamental entre o belo artístico e o belo natural. O belo da arte está diretamente relacionado com a pureza do espírito enquanto que o belo natural encontra-se diretamente submisso a realidade da natureza.

 

A questão do belo natural e artístico é até nos nossos dias discutido por vários pensadores, procurando dar respostas à questões levantadas na antiguidade por muitos pensador como Platão.

 

Exercícios

 

1 – Quem foi o primeiro filósofo a perguntar o que é belo? E o que ele fez com a arte?

 

2-    Aristóteles distinguiu a arte em dois tipos. Quais são estes tipos de artes?

 

3- Qual a diferença entre o belo artístico do belo natural em Hegel?

 

Aula – 13: Cultura e Arte

 

Objetivo: Esta aula possibilitará ao aluno a definição sobre arte.  Ainda o levará a reflexões: Como ela se manifesta através dos seres humanos por meios de suas culturas? Qual a contribuição da arte erudita? Qual a característica da Arte Popular? De que é constituído a Cultura de Massa? Também se espera que no final desta aula, os alunos sejam capazes de identificar os mecânismos que contribuem para a chamada cultura de massa e sobre a posição que se deve tomar diante destes mecânismos.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

 

Conteúdo: A arte é uma área muito específica da cultura humana. Ao contrário de outras espécies animais, o ser humano desde o tempo das cavernas se manifesta artisticamente: da pintura rupestre, da qual temos exemplos inestimáveisna Serra da Capivara, no Piauí, aos rituais de dança que precediam uma caçada. Essas manifestações, a princípio, não tinham intenção artística, ou seja, não eram feitas para ser arte, mas exerciam uma função mágica: a capacidade de criar imagens semelhantes aos objetos reais do mundo dava ao ser humano o poder de dominar a natureza. Na verdade, até o século XVIII, quando houve a distinção entre “belas artes” e artes aplicadas ou industriais, as obras de arte eram para ser usadas e apreciadas pela qualidade do trabalho e pela eficácia com que serviam aos fins para os quais haviam sido criadas.

 

Para que a idéia de arte pudesse nascer, como disse o escritor e crítico francês André Malraux (1901-1976), foi preciso que as obras de arte perdessem sua função utilitária e passassem a ser objetos que tinham por finalidade única exitir no mundo para serem apreciados esteticamente. A cultura, em seu sentido restrito, assume variadas formas: algumas artísticas, outras simplesmente culturais.

 

A arte erudita oferece uma interpretação do significado da existência humana e fomenta o desenvolvimento das linguagens artísticas, tendo valor estético indiscutível, independentemente de seu estilo. Infelizmente, como inova as linguagens, nem sempre é compreendida pelo grande público.

 

A arte popular é anônima, desenvolve-se dentro de convenções “fixas” e traduz a visão de mundo e os sentimentos coletivos do grupo no qual tem origem e para o qual se destina. A arte popular, ou folclórica, confere identidade cultural aos grupos e é uma força de conservação da cultura tradicional. Na sociedade contemporânea, principalmente nos centros urbanos, uma nova arte popular está surgindo: às vezes dando continuidade às tradições, ao adaptá-las a novas necessidades, outras vezes com criações inteiramente novas.

 

A cultura de massa, por sua vez, é constituída pelos produtos da indústria cultural, destinados à sociedade de consumo, e visa divertimento como meio de passar o tempo. São produtos relativamente homogêneos, construídos a partir de fórmulas que garantem sua aceitação por grande parcela da população. O público é considerado como “massa”, que, sem consciência de si como grupo social, não faz exigências e se aliena no consumo desses produtos. Por isso, é essencial ter uma postura crítica diante da cultura de massa, a fim de perceber os valores e os modelos que nos são propostos, antes de aceitá-los ou rejeitá-los.

 

Fazem parte das indústrias de entretenimento referente a padronização e o consumo cultural: a televisão, o cinema, entre outros. Estes mecanismos contribuem para o crescimento da chamada cultura de massa.

 

Exercícios

 

1-Que é arte? E como ela se manifesta através dos seres humanos por meios de suas culturas?

 

2 – Qual a contribuição da arte erudita?

 

3 - Qual a característica da Arte Popular?

 

4 - De que é constituído a Cultura de Massa? Cite alguns mecânismos que contribuem para a chamada cultura de massa! Qual posição devemos tomar diante destes mecânismos?

 

Aula-14: Manisfestação Artística no Espírito Santo

 

Objetivo: Apresentar aos alunos as diversas formas de manifestação artística no estado do Espírito Santo.

 

Manifestação artística no Espírito Santo: será apresentado um trabalho fotográfico em Power point que fala da cultura e da arte, em específico do estado capixaba. Este trabalho tem a finalidade de expor diversas profissões e seus respectivos trabalhadores, mostrando as dificuldades por eles encontradas como: a falta de estrutura para competir com as indústrias, o alto custo da matéria-prima e principalmente o desconhecimento das pessoas em relação a algumas profissões apresentadas.

 

Trata-se de um trabalho fotográfico que se aproxima do cotidiano popular concreto onde as classes populares se firmam no desempenho de um papel importante em nossa vida sócio-econômico, política e cultura, despontando como atores privilegiados na transformação da sociedade. O tema do trabalho artesanal e a sua relação com o artesão desenhado no livro documentário nos remetem a reflexão da relação deste artesão com a sua cultura e com o meio em que vive. Trata-se de um trabalho manual utilizando ferramentas rudimentares que ao ser manipulado transforma a matéria prima em um produto e transforma o seu mundo.

 

A atividade artesanal está diretamente vinculada ás relações sociais que são estabelecidas no processo do trabalho onde os valores, os conhecimentos da arte e da cultura são transmitido na prática destas atividades cotidianamente. Tal atividade, ainda que esteja sendo pressionada pela industrialização está muito presente em nossa vida e muitas comunidades ainda sobrevivem em função desta atividade. O que nos remete refletir que o trabalho artesanal e a arte popular que é o fruto deste trabalho têm um papel fundamental no fortalecimento das relações sociais dos grupos ou sociedades que, embora, esteja sofrendo a pressão da indústria cultural mantém seus valores, crenças, costume etc, para consolidar–se enquanto identidade.

 

 

Exercício

 

1 - Faça um resumo sobre o trabalho apresentado, destacando a importância da cultura e da arte do estado do ES!

 

 

Aula – 15: Método, O Discurso sobre o Método de René Descartes

 

Objetivo: Possibilitar aos alunos a importância deste filósofo no início da filosofia moderna com as suas contribuições para o desenvolvimento do conhecimento.

 

Pesquisar sobre o Discurso do Método Cartesiano de René Descartes. O que fala no discurso sobre método? Quais são as suas principais regras? Em que estas regras contribuem para a atualidade, em sua opinião? 

Aula – 16: Ciência Normal e Paradigmas

Objetivo: Possibilitar aos alunos a definição da ciência normal em Kunh, o significado da ciência extra-ordinária para Kunh e a importância dos paradigmas.

 

Metodologia: A Aula será apresentada em duas aulas, sendo uma hora cada. Na primeira será feita a leitura do texto; na segunda será feita a explicação do conteúdo e realizaremos os exercícios e faremos a correção da atividade.

Conteúdo: Kuhn descreve uma história que apresenta um padrão de desenvolvimento do conhecimento científico, caracterizado pela alternância de longos períodos de “ciência normal” e raros períodos de “ciência extraordinária”. No entender de Kuhn, a maior parte de história da ciência pode ser caracterizada com o que ele chamou de ciência normal. Mas o que é a ciência normal? 

Em A estrutura das revoluções científicas, Kuhn afirma que a ciência normal é “a pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações científicas passadas”; e acrescenta: “Essas realizações são reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para sua prática posterior” (KUHN, 2001, p.29). As realizações científicas passadas estão associadas à noção de paradigma, que representa a base da ciência normal. Outro elemento necessário na definição de ciência normal é a expressão “comunidade científica”.

Assim, poderíamos dizer que a ciência normal é realizada por uma comunidade de investigadores que segue um paradigma. Mas em que consistiria propriamente o trabalho dessa comunidade? Thomas Kuhn chega à conclusão de que o trabalho de rotina, sem muitas inovações, é o que mais ocupa esses cientistas. Ele escreve:

A maioria dos cientistas, durante toda a sua carreira, ocupa-se com operações de limpeza. Elas constituem o que chamo de ciência normal. Examinado de perto, seja historicamente, seja no laboratório contemporâneo, esse empreendimento parece ser uma tentativa de forçar a natureza a encaixar-se dentro dos limites preestabelecidos e relativamente inflexíveis fornecidos pelo paradigma. A ciência normal não tem como objetivo trazer à tona novas espécies de fenômenos; na verdade, aqueles que não se ajustam aos limites do paradigma freqüentemente nem são vistos. Os cientistas também não estão constantemente procurando inventar novas teorias;

Freqüentemente mostram-se intolerantes com aquelas inventadas por outros. Em vez disso, a pesquisa científica normal está dirigida para a articulação daqueles fenômenos e teorias já fornecidos pelo paradigma (KUHN, 2001, p.44-45). 

A ciência normal é um processo altamente cumulativo desenvolvido dentro do paradigma capaz de garantir a estabilidade e o sucesso da investigação. O principal interesse da ciência normal não é a busca de novos fenômenos ou a criação de novas teorias. O principal interesse da ciência normal é o aperfeiçoamento do paradigma, que consiste na determinação de fatos significativos, na harmonização dos fatos com a teoria e na articulação da teoria. 

Na medida em que se dedica à ciência normal, o pesquisador é um solucionador de quebra-cabeças e não alguém que testa paradigmas. Embora ele possa, durante a busca da solução para um quebra-cabeça determinado, testar diversas abordagens alternativas, rejeitando as que não produzem o resultado desejado, ao fazer isso ele não está testando o paradigma.

Assemelha-se mais ao enxadrista que, confrontado com um problema estabelecido e tendo a sua frente (física ou mentalmente) o tabuleiro, tenta vários movimentos alternativos na busca de uma solução. Essas tentativas de acerto, feitas pelo enxadrista ou pelo cientista, testam a si mesmas e não as regras do jogo. São possíveis somente enquanto o próprio paradigma é dado como pressuposto (KUHN, 2001, p.184).

Para quem defende a idéia de que a ciência é uma atividade que consiste em resolver problemas, Kuhn apresenta aqui uma descrição exemplar. Como na ciência normal, os cientistas trabalham no sentido de aumentar o alcance e a precisão do paradigma. Sua principal tarefa consiste em resolver os problemas que impedem o bom funcionamento do próprio paradigma. Desse modo, eles precisam apresentar soluções para todo tipo de quebra-cabeças instrumentais, conceituais e matemáticos, aquela categoria particular de problemas que servem para testar a engenhosidade ou habilidade na resolução de problemas dos cientistas. Na verdade, com a imagem mental de um quebra-cabeça, Kuhn quer mostrar que na ciência normal a solução dos problemas e as regras que devem ser adotadas para chegar a essa solução já estão definidas, antecipadamente, pelo paradigma no qual o cientista está inserido. Sem paradigma não há observação, não há problemas. Assim, toda a ciência normal é orientada pelo paradigma.

No decorrer do trabalho normal de investigação surgem os problemas que os cientistas procuram resolver à luz do paradigma existente. Acontece que nem sempre as soluções desejadas são encontradas.

Esse fato começa a sinalizar que algo não anda bem dentro do paradigma. Começam a surgir anomalias, lacunas de conhecimento, que o paradigma não pode preencher. Comumente, tais anomalias são descartadas como elementos que não fazem parte do âmbito da investigação. Outras vezes, como freqüentemente ocorre, elas são resolvidas mediante o uso de hipóteses.

Entretanto, quando o número de anomalias aumenta de modo a colocar em dúvida a validade do paradigma, instaura-se uma crise da qual poderão surgir novas teorias, novos paradigmas. É um período marcado pela insegurança profissional e pela instabilidade teórica. Este é o período que Kuhn denomina “ciência extraordinária”, que antecede as chamadas revoluções científicas, momentos verdadeiramente raros e importantes na história da ciência.

Exercícios

 

1 - O que é Ciência normal para Kunh?

 

2 - O que significa ciência extra-ordinária para Kunh?

 

3 – Por que os paradigmas são tão importantes? 

 


Conclusão

Na escola de Maria Ortiz,em Vitória, onde realizei os meus estágios (I,II,III), percebem-se vários pontos positivos tais como: atividades interdisciplinar, por exemplo, no dia do folclore, as atividades no turno vespertino foi dinâmico, com várias oficinas, danças, músicas voltado para a data em comemoração, com o envolvimento da maioria dos alunos.

Também entre os dias 17 aos dias 23 aconteceu a 8ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Umas das cosias que observei nos eventos da escola é participação do professor de filosofia com os alunos. Ele tem uma presença educativa muito forte; lembrei-me do modelo da pedagogia salesiana: "Assistência presença". Este modo de educar, também é utilizado pelo diretor e a pedagoga, entre outros professores.

Ainda temos outros pontos positivos, uns deles, são os programas sociais como o Prouni do Governo Federal, O sistema de cotas para alunos da rede pública que querem tentar o vestibular na UFES e o programa Nossa Bolsa, do governo estadual, que oferecem bolsas de estudo em faculdades particulares para alunos oriundos do ensino público do ES.

Por outro lado existem problemas também nesta escola. Um dos maiores problemas que encontrei foi a falta de concentração dos alunos, ou seja, a falta de gosto pela leitura, enfim, percebi que falta vontade de aprender . Por conta disso, existe um número considerável de alunos que estão com baixo rendimento escolar, e por consequência, ficam desmotivados. O que fazer? Será que essa situação é devido a faixa etária que é entre 12 a 17 anos? Será que este período de existência dos seres humanos é marcado por crises na busca da identidade, onde os adolescentes buscam descobrir quem eles são e o que eles querem na sociedade? Ou estes fatos ocorrem devido a ausência da presença dos familiares na vida dessas pessoas?

Acredito que a nossa responsabilidade, talvez, seja buscar identificar o porquê dessas situações que distanciam o gosto pelo o aprendizado de nossos alunos. É preciso ouvi-los mais. Acredito que o ensino democrático pode ser à saída dessa crise. Penso, que o professor ao sugerir temas para as aulas semestrais e buscando a participação dos alunos na elaboração dos planejamentos poderá motivá-los suas participações em sala de aula. Também o professor deve usar de todos os recursos didáticos possíveis, principalmente Power point, teatro, aula com música, filmes, laboratório de informática, visita as instituições históricas, a participação da família no ambiente escolar. Isso é muito importante, talvez, os familiares podem ser atraídos para a escola através de gincanas, e atividades esportivas e outros eventos.

Diante de todas essas demandas, como professor, tenho buscado o auto desenvolvimento de habilidades voltadas para a prática de educador. Procuro me comprometer com a escola em todo contexto, de modo especial com  interação com os alunos. Penso que a assistência presença, em conformidade com a pedagogia salesiana, pensado por D.Bosco e inovada pelos Salesianos e seus simpatizantes, contribui muito para o desenvolvimento das pessoas. Portanto, procuro ser amigos de meus alunos.


Referências Bibliográficas

 

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Paulinas, 1984. 

ANSELMO. Proslógio. 2. ed. São Paulo: Abril, 1979. (Coleção Os Pensadores) 

AQUINO, Tomás de. Suma teológica. São Paulo: Loyola, 2002. 

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril, 1973a. (Coleção Os Pensadores). 

______. Metafísica. Barcelona: Iberia, 1984. 

______. Poética. São Paulo: Abril, 1973b. (Coleção Os Pensadores) 

______. Política. Brasília: EDUNB, 1985. 

ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. 2. ed. São Paulo / Brasília: Martins Fontes / Edunb, 1987. 

BERKELEY, George. Tratado sobre os princípios do conhecimento humano. 2. ed. São Paulo: Abril, 1980. (Coleção Os Pensadores) 

BOEHNER, Philotheus; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã. Petrópolis: Vozes, 1985. 

BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao Pensar: o ser, o conhecimento, a linguagem. 31ª ed.Petrópolis: ed. Vozes. 2004. 

COPLESTON, Frederick. História de la Filosofia: Grecia e Roma. Barcelona:Editora Ariel, 1994. 

DESCARTES, René. Discurso do método. 2. ed. São Paulo: Abril, 1979. (Coleção Os Pensadores). 

FEYERABEND, Paul. Contra o método. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. 

GARDNER, Sebastian. Estética. In: BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. Compêndio de filosofia. São Paulo: Loyola, 2002. 

GEUSS, Raymond. Teoria crítica. Campinas: Papirus, 1988. 

GILSON, Etienne. A filosofia na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1995. 

GUTHRIE, W. K. C. Os sofistas. São Paulo: Paulus, 1995.  

 HEIDEGGER, Martin. O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. São Paulo: Abril, 1979. (Coleção Os Pensadores). 

HESÍODO. Teogonia. Niterói: EDUFF, 1986. 

HOBBES, Thomas. Leviatã. 2. ed. São Paulo: Abril, 1979. (Coleção Os Pensadores). 

HOMERO. Ilíada. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. 

______. Odisséia. São Paulo: Ars Poética, 1992. 

HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. 2. ed. São Paulo: Abril, 1980. (Coleção Os Pensadores). 

JONES, Peter. Hume. In: BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. Compêndio de filosofia. São Paulo: Loyola, 2002. 

KANT, Immanuel. Crítica da razão prática. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 

______. Crítica da razão pura . Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1985. 

______.  Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril, [198-]. (Coleção Os Pensadores). 

KIERKEGAARD, Søren. O desespero humano. São Paulo: Abril, 1979a. (Coleção Os Pensadores) 

______. Temor e tremor . São Paulo: Abril, 1979b. (Coleção Os Pensadores) 

KIRK, G. S.; RAVEN, J. E. Os filósofos pré-socráticos. 2. ed. Lisboa: Kalouste Gulbenkian, 1982. 

LE GOFF, Jacques. Os intelectuais na Idade Média. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. 

LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. 2. ed. São Paulo: Abril, 1978a. (Coleção Os Pensadores). 

______. Segundo tratado sobre o governo. 2. ed. São Paulo: Abril, 1978b. (Coleção Os Pensadores) 

LYCAN, William G. Filosofia da mente. In: BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. Compêndio de filosofia. São Paulo: Loyola, 2002. 

MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude. Bauru: Edusc, 2001. 

MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Abril, 1973. (Coleção Os Pensadores)  

MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: dos Pré-socráticos a Wittgenstein. 8.ed Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. 

MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Abril, 1972. (Coleção Os Pensadores). 

NAGEL, Thomas. Uma breve introdução à filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 

______. Visão a partir de lugar nenhum. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 

NIETZSCHE, Friedrich. Além do bem e do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 

NOZICK, Robert. Anarquia, estado e utopia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. 

PAPINEAU, David. Filosofia da ciência.  In: BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. Compêndio de filosofia. São Paulo: Loyola, 2002. 

PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Abril, 1973. (Coleção Os Pensadores). 

PLATÃO. Crito. In: CAHN, Steven M.; MARKIE, Peter. Ethics. Oxford: Oxford UP, [199-]. 

______. Fédon. São Paulo: Abril, 1972. (Coleção Os Pensadores) 

______. A república. 9. ed. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001. 

POPPER, Karl. Conjecturas de refutações. 3. ed. Brasília: Edunb, 1994. 

______. A lógica da pesquisa científica. 9. ed. São Paulo: Cultrix, 1993. 

RAWLS, John. Uma teoria da justiça. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 

REALE, Geovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990. 3 v.  

SALMON, Wesley C. Lógica . 3. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall, 1993. 

SARTRE, Jean-Paul. La nausée. Paris: Gallimard, 2004. 

SCIACCA, Michele Federico. História da Filosofa: antiguidade e Idade Média. São Paulo: Mestre Jou. 1967. 

SINGER, Peter. Ética prática. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 

SISSA, Giulia; DETIENNE, Marcel. Os deuses gregos. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 

STEGMÜLLER, Wolfgang. A filosofia contemporânea. São Paulo: EPU, 1977. 

SWINBURNE, Richard. Será que Deus existe? Lisboa: Gradiva, 1998. 

TALIAFERRO, Charles. Filosofia da religião. In: BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. Compêndio de filosofia. São Paulo: Loyola, 2002. 

WITTGENSTEIN, Ludwig.  Tratado lógico-filosófico / Investigações filosóficas. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1987. 

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário