sábado, 20 de junho de 2015

Qual o conceito de autonomia segundo a filosofia Kantiana?

 Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Para Kant, a vontade se equivalerá a lei moral em sua forma. O imperativo categórico é representado pela razão. Logo, uma vontade, a qual unicamente a simples forma legislativa pode servir de lei, ou seja, é uma vontade livre.

A autonomia é um conceito fundamental na filosofia kantiana e está relacionada com a capacidade do indivíduo de agir de acordo com uma lei moral que ele mesmo se impõe. Segundo Kant, a autonomia significa a capacidade de autolegislação, ou seja, a capacidade de estabelecer suas próprias regras morais e agir de acordo com elas, sem depender da influência externa. Para entender melhor o conceito de autonomia segundo a filosofia Kantiana, é importante compreender o que ele chama de imperativo categórico. 

Kant defende que a moralidade deve ser baseada em princípios universais que são válidos para todos os indivíduos, independentemente de suas circunstâncias particulares. Esses princípios devem ser estabelecidos pela razão pura, e não por desejos ou interesses pessoais. O imperativo categórico é a expressão do dever moral que se impõe a todos os seres racionais. Ele diz que devemos agir de acordo com aquelas máximas que podem ser universalizadas, ou seja, aquelas ações que seriam aceitáveis se todos agissem da mesma forma em circunstâncias similares. 

Para Kant, a autonomia surge quando somos capazes de agir de acordo com o imperativo categórico, seguindo nossas próprias leis morais, independentemente de qualquer influência externa. Para Kant, a autonomia não significa simplesmente agir de acordo com nossos desejos ou interesses individuais, mas sim seguir a lei moral que é posta pela razão pura. Ele defende que a verdadeira liberdade está na capacidade de agir de acordo com a lei moral que nós mesmos nos impomos, e não na liberdade de escolher entre diferentes opções. A autonomia, portanto, é a capacidade de agir de acordo com os princípios morais que são válidos para todos os seres racionais, sem depender de influências externas.

Segundo Kant, a autonomia é o fundamento da moralidade, pois é somente através dela que podemos agir de forma livre e racional, seguindo as leis morais que nós mesmos estabelecemos. Para alcançar a autonomia, é preciso que o ser humano desenvolva a sua capacidade de raciocínio e reflexão, a fim de estabelecer as suas próprias regras morais e agir de acordo com elas. Isso implica em reconhecer a universalidade das leis morais e agir de acordo com elas, mesmo que isso signifique ir contra os nossos desejos ou interesses pessoais. 

A autonomia, portanto, está intrinsecamente ligada à ideia de responsabilidade moral. Quando agimos de acordo com as leis morais que nós mesmos estabelecemos, somos responsáveis por nossas ações e pelas consequências delas. A autonomia nos torna sujeitos morais, capazes de avaliar as nossas ações à luz da razão e do dever moral. 

Em resumo, o conceito de autonomia segundo a filosofia Kantiana está relacionado com a capacidade do indivíduo de agir de acordo com as leis morais que ele mesmo se impõe, seguindo o imperativo categórico e a razão pura. A autonomia é a base da moralidade, pois é somente através dela que podemos agir de forma livre, racional e responsável, seguindo as leis morais que nós mesmos estabelecemos. É a capacidade de autolegislação que nos torna seres racionais e morais, capazes de agir de acordo com a razão e o dever moral.

Filosofia e Educação: A conexão entre os avanços tecnológicos e os quatros eixos da educação

 Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Vivemos em um momento de diversos avanços tecnológicos. Então, será que existe alguma relação da filosofia com os quatros eixos da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser?

A história da humanidade é marcada por vários momentos em relação aos avanços da sociedade.

Nesta perspectiva histórica atual, com base nos grandes avanços tecnológicos, a filosofia se relaciona com os quatros eixos da educação.

Ao falarmos em aprender a conhecer, entende-se que os primeiros passos para o nosso desenvolvimento bom com o mundo, se dá quando nós nos conhecemos bem, conforme orientação do filósofo grego: Sócrates.

E aprender a fazer? Se relaciona, pois a filosofia nos orienta a está constantemente buscando conhecimentos.

Já ao falarmos em relação no eixo em aprender a viver, podemos afirmar sua relação com a filosofia, por que, ela visa nortear a vivencia de forma ética e em harmonia com a nossa consciência e com a natureza.

E, por fim, a filosofia busca colaborar para a formação de mente autônoma, criativa, reflexiva, então, ela também se relaciona com o eixo da educação, aprender a ser. Em suma, a filosofia está intimamente ligada aos quatros eixos da educação, pois auxilia no desenvolvimento integral do ser humano, estimulando a busca pelo conhecimento, o desenvolvimento de habilidades práticas, a promoção de valores éticos e a formação de uma identidade autônoma e reflexiva. 

Dessa forma, a filosofia se mostra como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento humano em um mundo em constante transformação tecnológica. A relação da filosofia com os quatros eixos da educação se mostra relevante e necessária para a formação de indivíduos mais conscientes e capacitados para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea.

Reflexão Filosófica: O papel do professor de filosofia e a importância da filosofia na escola

 Autor: Ademilson Marques de Oliveira

É comum depararmos com estas expressões: professor de filosofia e filósofo. Será que podemos fazer distinção em relação a estes profissionais? Qual o sentido da filosofia na escola? Penso, que não podemos fazer esta distinção, pois, o professor de filosofia, não deve ser somente aquele que transmite conhecimentos de filósofos clássicos. Ele deve usar os elementos históricos, porém, é importante utilizar a reflexão acerca da realidade atual. Ainda, é de sua responsabilidade desenvolver o pensamento crítico de seus aprendizes. É necessário repensar o pensamento existente! Portanto, ambos, são e devem ser filósofos.

O sentido da filosofia é de contribuir para a formação dos cidadãos, fomentando-os o pensamento crítico, reflexivo. Dessa forma, o professor de filosofia, deverás constantemente utilizar mecanismos visando possibilitar a criatividade de seus educandos, fazendo com que eles gostem da disciplina.

Parta tanto, conclui-se que não é ideal fazer distinção entre professor de filosofia e filósofo.  Ambos desempenham um papel fundamental na formação dos estudantes, promovendo o pensamento crítico, reflexivo e criativo. O ensino da filosofia na escola deve ir além da transmissão de conhecimentos teóricos, deve instigar os alunos a questionarem, a pensarem por si mesmos e a refletirem sobre a realidade em que vivem. 

Dessa forma, tanto o professor de filosofia quanto o filósofo têm a importante missão de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. A filosofia na escola é, portanto, uma disciplina essencial para promover o desenvolvimento integral dos estudantes.

Memórias e Saudades: Teodoro Marques de Oliveira, Meu Querido Pai



Autor: Ademilson Marques de Oliveira

 
  Quanto tempo se passou? Faz muito tempo! 
Eu costumava abrir meu coração,
 Confidenciar em um amigo. 
No entanto, atualmente, amigos são escassos, 
E confidentes ainda mais raros. 

16 de julho de 1996 
É uma data profundamente significativa. 
A humanidade foi surpreendida, 
Pois perdemos um grande amigo. 

Somente bondade habitava teu coração, 
Julho de 1996, 
Um momento de intensa emoção, 
Pois perdemos um mestre admirável. 

Se eu pudesse,
 Eliminaria a dor que você deixou ao partir. 
Não sentiria nenhuma dor, 
Mas essa ainda permanece viva dentro de mim.



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Mãe: exemplo de amor, luta e inspiração




UMA HOMENAGEM A MINHA MÃE: MARFISA HENRIQUE BRAGA 

Autor: Ademilson Marques de Oliveira


Pelo amor ao trabalho incansável,
Pela luta e a fibra inquebrantável,
Pelo teto e o coração acolhedor.

Pela mente na realidade,
Pela paz e honestidade
Pelo exemplo como herança.

Os momentos que revivo
São retalhos coloridos,
A vestir minha lembrança.

No "zig-zag" da estrada,
Com tuas palavras tão suaves,
Me ensinou a caminhar.

Portanto, agradeço-te comovido,
Por me ensinar que a vida,
É uma arte de amar.

Mãe, tu és o amor maior do mundo!






domingo, 13 de abril de 2014

Lutando contra a corrupção: pela vida, dignidade e justiça no Brasil

 Autor: Ademilson Marques de Oliveira


Há que se cuidar do broto, para a vida dê frutos e flores!

Há um princípio último que tudo explica, uma verdade suprema que tudo ilumina: esta verdade é o Deus vivo e real que mantém em equilíbrio o mecanismo do mundo(...) negar a Deus é negar a razão do mundo.

O conhecimento é a finalidade do universo. Sendo assim, é fácil deduzir as leis da conduta. Antes de qualquer outra coisa duas são as regras fundamentais da moral: primeira, conhecer a ti mesmo; segunda, conhecer a natureza.

Além desde duplo conhecimento, será a consecução da verdade que constituirá. A norma suprema do reto proceder. Mas a verdade não possuímos inteira e completa. O que fazer? Proceder de acordo com que a natureza nos deu em lugar dela, proceder de conformidade com o que se nos apresenta como verdade no foro da consciência, isto é, com a convicção. Portanto, eis o critério supremo da conduta.

Infelizmente, hoje deparamos com tantas inverdades na política de nosso país. O desrespeito aos  princípios constitucionais estão presente na ausência do direito de ir e de vir, devido os altos índices de violência que ocorrem em nossa pátria. A Constituição Federal Brasileira avança para a garantia do direito a vida e dignidade para todos. Contraditoriamente depara-se com tantas desigualdades sociais, o que contribui significativamente para o aumento da criminalidade.

A não obediência aos princípios da impessoalidade, da publicidade, da eficiência, da competência e da legalidade, onde a finalidade não visa o bem comum, não administra-se para a coletividade, priorizando os mais ricos, os poderosos, e ao mesmo tempo sacrifica-se os mais pobres, os mais humildes, ou seja, os trabalhadores operários das cidades e os trabalhadores rurais (agricultores), o que impulsiona a geração da crise política brasileira deste ano de 2014.

Diante desde fenômeno: temos uma missão difícil, mas gratificante, lutar incansavelmente para acabarmos com a corrupção para que ela não acabe conosco. 

No entanto, sabemos a dificuldade de vencê-la, talvez até pode não ser vencida. É necessário termos fé e esperança! Pois, nos é sabido que se chegarmos no máximo: criar na maioria das pessoas uma disposição moral, cultural e econômica que funcione como obstáculo em sua prática.

Atingir este estágio equivale dar enorme salto civilizatório, como o que o ocidente deu muito séculos antes do oriente rumo a valorização a vida, o que redundou no  respeito aos direitos humanos, à diversidade de opinião e a democracia. Alguns povos chegaram perto de tornar a corrupção um estigma, espécie de doenças contagiosas a ser evitada. Portanto, que combatam fortemente a corrupção, não votando em políticos fichas sujas, não elegendo corruptos.

Devemos cuidar do broto, da semente da honestidade e da transparência, para que a vida política dê frutos e flores. É o nosso papel como cidadãos conscientes e responsáveis, contribuir para a construção de um país mais justo e ético. A luta contra a corrupção é árdua, mas é uma batalha que vale a pena ser travada em nome de um futuro melhor para todos. 

Vamos combater a corrupção com determinação, exigindo ética e integridade dos nossos representantes, e assim, estaremos garantindo um futuro mais promissor para as gerações que virão. Vamos cuidar do broto para que a vida política floresça com honestidade e justiça.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Caminhos de Paz: Juntos pela cultura da paz no Espírito Santo

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

A Palavra de Deus diz: “É para liberdade que Cristo no libertou" (GL5,1).

Com é triste depararmos com índice de violência contra as mulheres tão grande em nosso Estado. O Espírito Santo é o Estado que mais tem cometido este tipo de violência. Será de onde que nasce está cultura de violência? Por que não darmos lugar a cultura da Paz em nossos corações? Quantas vidas de mulheres estão sendo tiradas por homens possessivos? Também, não podemos esquecer de que existem mulheres com esta personalidade, obcecadas pelo a sede insaciável do ter, do ódio e da ganância. Será que o mundo está em caos? Talvez, sim! O que virá depois desse caos? Não sabemos! Então como descobrir o caminho do bem e evitar o caminho do mal?  É preciso que se desenvolva a ética da solidariedade e a moral do amor.

Diante de todas estas reportagens fico a pensar, como deve estar os corações dos familiares e amigos das vítimas. Qual a vantagem que têm colocar fim na vida de uma pessoa? A vida com seus princípios e valores está cada vez mais banalizados! Por que será? Vida é dom de "Deus", somente Ele pode tirar, pois foi Ele quem nos deu!

O Estado do ES tem desenvolvidos vários programas de proteção as mulheres; mas não está alcançando a plenitude. Portanto, faço meu apelo a toda sociedade de bem: vamos fazer de tudo para que a cultura da Paz seja reinada em nosso meio. Vamos cuidar melhor da educação de nossas crianças, de nossos adolescentes e jovens. E, se for necessário, que trabalhem também a educação dos pais de nossas crianças, adolescentes e jovens. Que nossas escolas, igrejas, associações, emissoras de televisão e de rádio juntamente com a sociedade pesem mecanismos que sirva de obstáculos para estas práticas criminosas. É bom que todas as Instituições públicas e privadas estejam engajadas neste processo de desenvolvimento da cultura da paz.

É necessário mudar, sob pena de a civilização brasileira desaparecer em meio à violência e ao descrédito na sua própria capacidade de se organizar. É urgente agir em busca de um padrão social equilibrado.

Não estamos aqui para julgar ninguém; já basta o sofrimento de todos, situação que nos entristecem. Enfim, espera-se que haja compromisso de mudança. Mudar a história triste, atual, de nosso Estado! Que deem um basta em todo tipo de violência em espécie que contém vida, de modo especial: o SER-HUMANO.

Uma crescente e fecunda revolução amorosa (e cultural) irá fincando as estacas dos que nos garantirá sobrevida: a ética da solidariedade, a moral do respeito à alteridade (contra a discriminação e o preconceito), a política do amor ao próximo.

Enfim, só o que comove, move.




quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ainda que seja noite, o sol existe

Autor: Ademilson Marques de Oliveira


Além da janela,
Não vejo paz,
Por que será?

Será que nós não teremos jamais?

Além da janela,
Não vejo riqueza,
Por que?
Por que tanta pobreza?

Além da janela,
Não vejo segurança,
E por que querem que
Tenhamos confiança?

Além da janela,
Vejo marginalização,
Será que essas pessoas
Não merecem educação?

Além da janela,
Vejo o homem destruindo a natureza,
E eu pergunto a eles:
Por que destruir toda essa beleza?

Para os que sofrem,
Pedimos clemência.
Até quando vamos ter
Que aguentar tanta violência?

Além da janela,
Vejo um mundo cruel,
Será que algum dia
Vamos merecer o céu?

Além da janela,
Rola uma pergunta no ar.
Quando tudo isso,
Irá acabar?

Além da janela,
Há uma esperança a buscar,
Porque mesmo na escuridão,
O sol há brilhar.


"Esta poesia foi pensada em 2003, e conquistei o 1º lugar no Concurso Literário do Instituto de Filosofia Dom Felício - CEARP - de Ribeirão Preto, SP, Brasil."

Viva Plenamente: Diga não às drogas e sim ao amor e à vida

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

 

O que sei sobre a vida é que o amor a torna plena e cheia de significado. Por que então destruir o que é belo, mudar a essência do ser e negar o direito de viver plenamente? As drogas são substâncias malditas, pois levam à autodestruição e à morte sem que se perceba. É preciso evitar o caminho das drogas, pois elas só trazem destruição e vazio. Viver é mais do que simplesmente existir, é amar, crescer e aproveitar cada momento com verdadeira plenitude.

Da vida, o que sei da vida?
Da vida, o que você sabe?
O amor é cheio de vida,
De gosto de querer crescer.

Por que destruir o que é belo?
Mudar o seu jeito de ser;
Manchar o direito à vida,
Sem vida não dá pra viver.

Droga, substância maldita!
Com drogas jamais irás vencer,
Com drogas, você se acaba aos poucos.
E morre sem perceber.

Pra que drogas? Viva a Vida!

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

 

Amigos, peço cuidado,

Das drogas devem evitar,

Amigos tenham cautela

façam a vida dilatar.

 

O caminho para o buraco,

É mais curto, podem crer.

Procurem fugir da morte,

Pois, o melhor mesmo é viver.

 

Temos tantas coisas boas,

Que podemos cultivar.

Pra que drogas em nossas vidas,

Se elas podem nos matar? 


Fujam das drogas, por favor! 

Tenham cuidado, se preservem! 

A vida é um bem maior! 


O caminho para destruição, 

É mais curto do que se pensa. 

Escolham viver com sabedoria, 

Longe das drogas, tenham crença. 


Temos tantos momentos preciosos, 

Para desfrutar e aproveitar. 

Não permitam que as drogas estraguem, 

O que podemos conquistar.



 

sábado, 7 de abril de 2012

Sartre: A liberdade e a existência humana em destaque

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Para Sartre, nada pode esmagar o homem, nada lhe vem de fora, ou de dentro, que deva simplesmente aceitar ou receber. O homem não tem uma natureza que deva necessariamente seguir. O homem não é um ser, mas um fazer e a sua única condenação é a de ter de se fazer até os seus últimos detalhes.
Todo o "sartrismo" parece está baseado num enorme equívoco, numa leitura deficiente ou má compreensão da obra da Heidegger. É o próprio Heidegger quem observa em seu trabalho "Carta sobre o humanismo": "Sartre enuncia o princípio fundamental do Existencialismo da seguinte maneira: a existência precede a essência. Toma, portanto, existência e essência no sentido da metafísica que, desde Platão, afirmava que a essência precede a existência. Ora, a inversão de um enunciado metafísico continua a ser um enunciado metafísico. com isto, ele se aprofunda no pensar metafísico do esquecimento do ser".
Parece que Sartre em lugar de integrar e fundamentar o homem no ser procurou ao contrário resumir o ser na realidade humana. Talvez esse primeiro e grande equívoco filosófico, segue-se toda a atitude do existencialismo de Sartre, com sua noção atrofiada da liberdade e da situação humana, com o evidente menoscabo das dimensões da cultura e da história, e com sua concepção ateísta do destino do homem.
Penso que não foi muito esclarecido o modo como Sartre defende que, apesar de defender a liberdade radical e que a existência precede a essência, portanto, que criamos os valores, mesmo assim, o existencialismo é um humanismo. Ele fala de uma moral existencialista.
É importante notar que o pensamento de Sartre trouxe contribuições significativas para a filosofia e para a compreensão da liberdade individual. Sua ênfase na responsabilidade do ser humano em criar seu próprio significado e sua crítica à alienação e à inautenticidade são aspectos importantes a serem considerados. 
No entanto, é crucial também reconhecer as limitações de sua abordagem e buscar uma compreensão mais ampla e integrada da condição humana, que leve em consideração tanto a liberdade quanto a interdependência e a relação do ser humano com o mundo e com os outros. Assim, a reflexão crítica sobre o existencialismo de Sartre pode nos ajudar a aprofundar nossa compreensão da complexidade e da diversidade da experiência humana.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Além das Ideias: O Realismo Platônico como Fundamento da Realidade

Autor: Ademilson Marques de Oliveira


Diferente de Descartes, que define ideias como atos do pensamento, e do conceito de Kant, que diz que ideias são meros entes do nosso pensamento, ou entes da razão. A ideia platônica é algo real. Mais do que isso: as ideias platônicas são o que há de mais real, são os princípios supremos de toda a realidade.

As ideias platônicas são realidades supremas, que contém as formas das coisas sensíveis. Elas são protótipos que encerram em si o sentido mais próprio de tudo quanto percebemos. Segundo Platão, nada do que está sujeito à geração e à corrupção pode constituir o ser das coisas em sentido mais próprio. Podemos dizer que as coisas que percebemos têm um ser, mas não é o ser. O devir só é enquanto vem a participar das ideias.

Platão atribuiu as suas ideias a um estatuto de realidade transcendente, da mesma forma como Sócrates considerava a alma. Segundo Platão a ideia só pode ser aprendida por aquilo que em nós lhe é mais semelhante, isto é, pela alma. Assim como o homem é fundamentalmente a alma, as coisas sensíveis são, em última análise, as ideias das quais elas participam.

Ainda Platão considerava o movimento como ideia. Diz-se que uma coisa se move (que está assim, sujeita aos movimentos), ela não o faz senão enquanto participa do gênero ou ideia do  movimento. Aqui está a refutação de uma segunda tese de Parmênides: o movimento existe e é um gênero ou ideia suprema pela qual podemos pensar o fato, inquestionável, de que as coisas (sensíveis) se movem.

Assim, enquanto um homem ainda não era gerado, mais vem a gerar-se, o seu movimento de geração participa da ideia de movimento. Isso faz com que um dado se possa transformar-se sem que, ao mesmo tempo, perca o seu atributo de ser, a saber, é ser enquanto movimento, isto é, como movimento, enquanto gênero ou ideia participa do ser.

Segundo a tese do diálogo existem cinco gêneros supremos: ser, mesmo (identidade), outro (alteridade), movimento (vir-a-ser ou devir) e repouso (imobilidade). Admitidos como seres os quatros últimos, o ser, tendo que ser dito de todos, absorve contra Parmênides, tanto a mobilidade do ser enquanto a sua multiplicidade. A teoria do não ser de Parmênides é relativizado, pois inegavelmente, quando dizermos que algo é outro, dizemos não ser homem e, assim, dizemos o que não é, mas não em sentido absoluto, mas relativamente a outro ser.

A Contribuição de Sócrates para a História da Metafísica

Autor: Ademilson Marques de Oliveira


A contribuição de Sócrates para a história da Metafísica é tanto negativo quanto positivo. A diferença entre esses dois pontos é que analisando o lado negativo percebemos que Sócrates não aceita a Teoria dos Físicos, fazendo assim seus sucessores, principalmente Platão e Aristóteles, que foram ousados aos buscar os princípios supremos das coisas além da natureza corpórea, abrindo caminho para o conhecimentos suprassensíveis. 

No entanto, a doutrina da alma de Sócrates apontava para uma visão nova e transcendente, na medida em que a alma socrática transcende o corpo, como uma entidade sobre natural e, ao menos incorpórea. A partir da tese apontada por Sócrates sobre a Metafísica, Platão introduziu seus próprios pensamentos, numa perspectiva espiritualista totalmente nova, e é nela que Metafísica surgirá com todas as suas cores, num legado imortal para a história da disciplina. 

Porém, não podemos negar um forte apelo ético no pensamento de Platão, podendo assim afirmar que a ética é o verdadeiro centro gravitacional do seu pensamento. Sendo essa a sua marca fundamental, consequentemente sua tese é elevada importância, pois trata sobre a doutrina da transcendência da alma, (a alma da qual ele procurava demonstrar a imortalidade no Fédon). Isso mostra que Platão teria seguido os mesmos passos deixados por Sócrates, seu mestre, mas foi além do seu antecessor. Sócrates afirmou positivamente a existência de uma alma transcendente, ele criou outras ideias como os princípios de todas as coisas, defendendo, assim, outras realidades transcendentes.

Após a segunda navegação platônica é que se pode falar em imaterial, suprassensível e que nos possibilita o entendimento que o verdadeiro SER é constituído pela realidade inteligível, segunda a fundamentação da metafísica, em Platão. 

A contribuição de Sócrates para a história da Metafísica é ambígua, apresentando aspectos negativos e positivos. Por um lado, Sócrates rejeitou a Teoria dos Físicos, dando espaço para seus discípulos, principalmente Platão e Aristóteles, explorarem princípios além da natureza corpórea e avançarem no conhecimento suprassensível. Por outro lado, a doutrina da alma de Sócrates trouxe uma visão transcendente inovadora, na qual a alma é vista como uma entidade sobrenatural e não corpórea.

Indivíduo versus Gênero: Nietzsche e Freud sobre a Vontade de Vida e a Ilusão Religiosa

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Nietzsche e Freud adotam como ponto de partida o ser humano como indivíduo e não como gênero antropológico ou conjunto de relações sócio-econômico-políticas.
Para Nietzsche, a religião cristã acaba enfraquecendo a vontade da vida ao enfatizar o sofrimento e disseminá-lo por meio da compaixão. Além disso, o incentivo a um comportamento de ovelhas de rebanho também acaba levando a uma fraca de vida, que não afirma a vontade diante do nada, mas se acovarda no medo e na culpa. Também a valorização da vida após a morte acaba servindo ao propósito de enfraquecer a vida. Esse tipo de deus que não responder ao niilismo e que promete uma solução redentora para todos, mas que nunca acontece, segundo Nietzsche, estaria morto.
Para Freud, a religião teria sido uma forma importante de reprimir os instintos destrutivos dos indivíduos e que poderiam destruir a capacidade humana da vida em sociedade. Na medida em que isso é vital para a espécie, a religião desempenhou um papel importantíssimo. 
No entanto, uma vez que a civilização tem outras maneiras de compensar a renúncia aos instintos, de explicar a natureza (diminuindo, assim, o medo e a ansiedade) e proteger o homem dos perigos naturais, a religião tenderia a perder seu lugar na cultura. Tendo origem não na experiência ou na razão, mas no desejo, a religião seria uma ilusão com os dias contados.


Marx e a crítica da religião: quem é Deus para Marx?

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Marx entende que a essência humana não constitui uma realidade. Ele afirmava: que a miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o íntimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. É o ópio do povo.
Para ele a crítica da religião de Feuerbach permite ao homem reconquistar a razão, afim de que ele gire em torno de si mesmo e não mais de um Deus que não existe, mas de seu verdadeiro sol.
Para Marx, a miséria real não é a que decorre da perda de uma essência projeta num Deus que não existe. Para ele, de fato, Deus não existe, e a religião não decorre disso, mas das condições materiais de produção da história, que geram um mundo invertido que valoriza as coisas e desvaloriza as pessoas. A religião é parte dessa visão invertida do mundo, mas apenas como consequência. Ela é uma ideologia que legitima a ordem capitalista ao entorpecer a consciência revolucionária da classe operária.
Erich Fromm escreveu um livro sobre a concepção de homem em Marx e o psicanalista procurava mostrar como a filosofia marxista era extremamente humanista e preocupada com o futuro do homem. Assim, o processo de objetivação e coisificação tornaram-se parte da grande alienação que é o capitalismo, que fala das coisas e mercadorias como se tivessem um fim em si mesmos, escravizando os homens. 
No capitalismo, os homens vivem para as mercadorias, quando o certo é que elas existissem para fins humanos. A religião é uma inversão porque ela aliena o homem de sua miséria e lhe promete um reino de felicidade e paz no além.
No entanto, o projeto soteriológico, pelo menos no cristianismo, que é o que eu conheço, não começa com a morte, mas na nossa vida. Tanto a filosofia quanto a religião cristãs funcionam como mecanismos que nos ajudam a vencer a fugacidade e o caráter vãos do mundo. Assim, elas fornecem um dispositivo prático de melhoria de nossa própria vida. E é fato, podem me criticar, mas são dados estatísticos:
Quem tem fé vive mais e melhor. Assim como quem tem vida comunitária, seja na família ou em algum tipo de fraternidade. Se a religião for uma mentira, é dessas ilusões que tornam a vida possível.

Consciência de Si - Superando a Opressão Religiosa segundo Feuerbach

Autor: Ademilson Marques de Oliveira


Segundo Feuerbach, a religião se torna fonte de opressão e deve ser superada pela tomada de consciência de si mesmo pelo ser humano. Para ele, é preciso superar a religião como busca de relacionamento com deus enquanto realidade transcendente. 

Feuerbach acredita que devido a religião ser invenção humana, ela aliena o homem de si mesmo, pois a essência do homem é primeira projetada em Deus, para depois ser reconhecida pelo próprio ser humano por essa via indireta. 

Deus não é mais do que uma projeção de nossa essência genérica, na qual se concentram todas as qualidades humanas em sua forma mais perfeita. a essência do homem está nos seus mais altos poderes: a razão, o amor e a vontade, que são aquilo que o distinguem e que dão o sentido de sua existência. 

Portanto, para Feuerbach, a realização humana pressupõe a superação da alienação religiosa por meio de uma tomada de consciência de sua própria realidade essencial. 

Ao compreender que Deus é apenas uma projeção de suas próprias qualidades mais elevadas, o ser humano pode se libertar da opressão religiosa e buscar a realização de seu potencial máximo através do desenvolvimento de sua razão, amor e vontade. 

A verdadeira essência do homem não está em buscar uma conexão com uma entidade transcendente, mas sim em reconhecer e fortalecer suas próprias capacidades e virtudes. Feuerbach acredita que ao se conscientizar de sua verdadeira natureza, o ser humano poderá alcançar a plenitude e viver de forma autêntica e plena.

Desconstruindo a crença: Um olhar sobre o ateísmo e a negação do Divino

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

O ateísmo é simplesmente a negação do teísmo. Se Tomarmos o teísmo com a afirmação da crença em Deus, temos que ateísmo é a negação da crença de Deus existe. Para o ateu, pelo o fato da crença em Deus não corresponder a uma realidade, ela é simplesmente falsa.
Se há muitas compreensões de Deus, então há também muitas maneiras de se negar a crença em Deus. Pressupondo-se que um determinado credo religioso rejeita o modo como Deus é concebido por outro credo, então é possível ser religioso e ser ateu nesse sentido.
Em termos amplos, pode-se considerar o ateísmo a negação do divino, de qualquer visão de mundo religiosa que procure relacionar, por meio de um caminho de reconciliação ou salvação, os seres humanos a uma realidade tida como não meramente humana, uma realidade divina. Esse componente geral é que está pressuposto na tese de que a irreligiosidade é um fenômeno cultural raríssimo na história humana e bastante evidente no nosso tempo.
O ateísmo é a negação da existência de um ser pessoal incorpóreo, onipotente, onisciente, eterno, totalmente livre, infinitamente bom, criador e mantenedor do universo e sumamente digno de culto e adoração. Esse conceito foi objeto da extensa discussão da metafísica, e está presente em praticamente toda a história da filosofia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ser e Aparência na Política: Uma Reflexão na perspectiva de Hannah Arendt

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Segundo Hannah Arendt, a separação platônica entre o ser e a aparência marcou um passo histórico que não se limitou à experiência grega, mas se propagou por toda a civilização ocidental. 

A desvalorização da aparência como o lugar do não ser e a afirmação do ser como oposto ao aparente marcaram de forma decisiva o pensamento ocidental. No entendimento de Arendt, não há uma identidade política inata, não somos seres políticos por natureza. A ação política pode ou não surgir entre nós, ao contrário das abordagens de Husserl e Heidegger sobre a dimensão do outro. 

Para Arendt, a ação política é sempre uma interação com os outros. A construção do ser político em Hannah Arendt ocorre no espaço público, onde a ação política se manifesta e onde a pluralidade humana se estabelece. Portanto, a interação com os outros é fundamental para a constituição da identidade política de cada indivíduo. 

Segundo Arendt, a política não é apenas um meio para alcançar um fim, mas a expressão da liberdade humana e da capacidade de agir e se relacionar de forma autêntica com os outros. Ela entende que a ação política vai além da busca pelo poder ou pela dominação, sendo, na verdade, um meio de promover a convivência pacífica e o florescimento da vida em comunidade.

Política e Direito na Modernidade: Agamben versus Foucault

Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Segundo Agamben, o direito não está vinculado à justiça nem à verdade. Interessa ao direito apenas o procedimento e a conclusão jurídica. Para Foucault, o direito é associado a um poder soberano tradicional que não abrange as novas estruturas de poder que surgem no âmbito da biopolítica. 
A dúvida de Agamben em relação a Foucault é simples: apesar de falar sobre a biopolítica, Foucault não explorou as consequências drásticas da Modernidade, como a experiência dos campos de concentração e do poder de vida e morte sobre os indivíduos. 
Agamben busca compreender essa mudança moderna nas relações entre zoé e bios, articulando a inclusão de zoé no bios, ou seja, a vida na política. Ele critica Foucault e alerta sobre as catastróficas consequências da identificação moderna entre natureza e política, destacando o poder que nos torna vulneráveis à morte, como nos campos de concentração. 
Para Agamben, a despolitização moderna está relacionada ao direito e às novas condições da soberania. Ele argumenta que a biopolítica se torna uma política sem política. O projeto de Agamben é pensar a política no plano da imanência, embora isso possa esvaziar a política dos sujeitos concretos.

Novos Horizontes Éticos: Dialogando com Lévinas, Nietzsche e Habermas


Autor: Ademilson Marques de Oliveira

Sem dúvidas, a ética de Lévinas representa uma ruptura radical com o modernismo. A introdução do outro contradiz a ética do "eu", presente no übermensch de Nietzsche, e destaca a necessidade de encontrar, conhecer, reconhecer e acolher o outro. Pensar a ética com a perspectiva do outro é uma abordagem inovadora, apesar de filósofos anteriores, como Husserl, terem abordado o tema de forma insatisfatória. Ainda assim, é importante refletir sobre até que ponto a proposição ética com base na comunicação em comunidade é moderna e até que ponto a transcende. 

Embora as contribuições de Habermas para a filosofia contemporânea sejam relevantes, especialmente no que diz respeito à linguagem e à ética, algumas questões permanecem obscuras e merecem críticas. 
A universalidade habermasiana não se resume ao consenso de um grupo discursivo, mas sim a um assentimento universal. No entanto, é difícil alcançar esse ideal, já que nem todos os sujeitos participantes do discurso estão presentes ou representados. A noção de um discurso universal, portanto, pode ser questionada. 

Não há dúvidas de que a ética de Lévinas rompe radicalmente com o modernismo. A introdução do outro faz um contra-ponto enorme à ética do "eu", que chega ao apogeu no übermensch de Nietzsch - incompatível com a necessidade de encontrar, conhecer, reconhecer e acolher o outro. 

Pensar a ética, trazendo a perspectiva do outro, é algo realmente muito novo - não obstante outros filósofos anteriores, como Hurssel, já tenham abordado o outro em suas proposições (ao meu ver de modo insatisfatório).

Agora, algo a ser pensado com maior reflexão: em que medida a proposição ética a partir do pressuposto da comunidade da comunicação é ainda moderna e em que medida a supera?

São claras as relevantes contribuições de Habermas para a filosofia contemporânea, seja no âmbito da linguagem, seja na ética; talvez, em alguns pontos ficam duvidosos e achamos válida a crítica; sendo assim, elencamos algumas questões.

A universalidade habermasiana não significa o consenso entre um grupo discursivo, mas sim um assentimento universal. Ora, isso só seria possível se os sujeitos participantes do discurso fossem todos os sujeitos existentes ou, ao menos, os envolvidos no caso, pois imaginar o que os que não estão presentes diriam ou não significa - assim como no imperativo categórico - decidir por aquilo que "pensamos" ser o melhor para todos, por aquilo que parece ser o melhor para todos aos olhos de quem no momento compõe a comunidade discursiva. Em Habermas isso acontece num grupo de pessoas de maneira discursiva. 

Talvez o próprio Habermas faz saltar à vista seu calcanhar de Aquiles. Se, nos princípios D e U, ele exige - de sua própria ética - que a norma que não alcançar o assentimento de todos não será aceita como válida, penso que qualquer pessoa racional chega à conclusão evidente da impossibilidade da efetivação de um discurso universal. 

Nosso mundo moderno volve o olhar para 2.500 anos de investigação filosófica. O que nos oferece ela? Desde que os homens se tornaram capazes de livres especulações, suas ações, em inúmeras relações importantes, tem dependido de suas teorias quanto ao mundo e a vida humana. Mas infortunamente quase todas as questões de maior interesse para as mentes especulativas são tais que não podem ser respondidas sastifatoriamente, e os filósofos contemporâneos, abandonando a busca filosofica consagrada pelo o tempo, confessam francamente que o intelecto humano é incapaz de achar respostas conclusivas para muitas questões de profunda importância para a humanidade. Esta falta de convicção, de claridade com respeito ao significado da vida, indica claramente que algo está acontecendo ao Espírito Ocidental.
 
Diversos problemas filosóficos (éticos, ciêntíficos, políticos e econômico) existem que são de fato o resultado de pensamento emaranhado, de se abordar um problema pelo o ponto de vista errado. Em tais circunstâcias, o inquiridor fica perplexo e confuso, sente que não é capaz de achar o caminho, como quanto a sua filosofia lhe diz que algo é verdadeiro que ele simplesmente não pode crer, tal como negar a existênciar do mundo material. Ora, a abordagem certa em tal dilema não é martelar no problema tal como é exposto. Encontra-se a solução abordando o problema de maneira liversa.

A filosofia contemporânea reflete sobre séculos de investigação filosófica, e embora tenhamos avançado em muitos aspectos, ainda há questões fundamentais sem respostas satisfatórias. A falta de clareza sobre o significado da vida e a dificuldade de encontrar soluções para problemas éticos, científicos, políticos e econômicos indica a incerteza do espírito ocidental.

Uma das principais tarefas da filosofia é, pois, remodelar problemas insolúveis, pegar o bastão pela extremidade certa. "Mostrar a mosca o caminho para sair da garrafa". A filosofia tem o papel de reformular problemas insolúveis e encontrar novas abordagens para questões complexas. Muitos problemas filosóficos não precisam ser resolvidos; eles se dissipam quando abordados de maneira diferente. 

Muitos problemas filosóficos não tem de ser resolvidos. Eles se dissolvem. Não são questões reais, mas atoleiros encarados como problemas, que secam quando se drena o solo. A filosofia só pode avançar quando tais problemas são removidos, só então pode acometer as tarefas construtivas. A primeira realização da filosofia é no papel dissipadora do nevoeiro.


A OBRA MULTIDISCIPLINAR DE OLIVEIRA: INTERFACES ENTRE FILOSOFIA, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE

Resumo : A trajetória de um pesquisador é feita de muitas frentes de investigação. Recentemente, a Revista Foco publicou uma análise multidi...